Brasil vive momento de decisão e Forças Armadas sempre decidiram pelo bem, diz Bolsonaro
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Por Ricardo Brito
BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil vive um momento difícil e de decisão e as Forças Armadas sempre estiveram presentes e decidiram pelo lado do bem nos momentos de dificuldade do país, disse nesta quarta-feira o presidente Jair Bolsonaro, ao acrescentar que os militares são guardiões da Constituição e garantidores da democracia e da liberdade.
"Militares das Forças Armadas, um exemplo ao longo de toda história do Brasil, nos momentos mais difíceis sempre estivemos presentes e decidimos pelo lado do bem", disse.
"Forças Armadas, guardiãs da nossa Constituição; Forças Armadas, respeitadas e garantidoras da nossa democracia e da nossa liberdade", reforçou ele, durante a Formatura do Curso Especial de Habilitação para Promoção a Sargento no Rio de Janeiro.
Em uma fala recheada de insinuações num momento em que dobra a aposta em seu confronto com o Judiciário e amplia os questionamentos ao sistema eleitoral sem apresentar evidências das suspeitas, Bolsonaro --um ex-capitão do Exército-- disse que, apesar dos momentos difíceis, não se pode lamuriar por isso, muito pelo contrário.
"Devemos dar graças a Deus porque por nós hoje aqui presente, todos nós, o futuro da nossa pátria e a nós caberá a decisão mais cedo ou mais tarde, porque temos realmente um futuro pela frente, mas não o nosso, o dos nossos filhos e nossos netos", afirmou.
"Momento é de decisão, mas é de alegria e agradecimento porque nós poderemos decidir o futuro do nosso Brasil, que outras formaturas e outras promoções venham num Brasil democrático e livre acima de tudo", destacou ele.
Na véspera, o presidente voltou a fazer duros ataques a autoridades do Judiciário pouco após a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal de voltar a cassar o mandato do deputado estadual do Paraná Fernando Francischini (União), que é bolsonarista, por divulgar fake news.
Na terça, o presidente disse que passou a época em que decisões do STF deveriam ser cumpridas sem discussão, e alertou que irá desrespeitar decisões da corte. Afirmou também, ao criticar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que não fará "papel de idiota" e reforçou, de forma ameaçadora, que é chefe das Forças Armadas.
"Convidaram eles (o Exército) para quê, ora bolas? Para fazer papel de quê? Eu que sou chefe das Forças Armadas. Nós não vamos fazer o papel de idiotas. Eu tenho a obrigação de agir. Tenho jogado dentro das quatro linhas, não acho uma só palavra minha, gesto ou ato fora da Constituição", disse.
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