Ibovespa zera ganhos no ajuste e fecha quase estável; Hypera sobe forte
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou quase estável nesta quarta-feira, após uma sessão volátil, com a fraqueza em Wall Street contrabalançando o avanço da Vale, na esteira da alta do preço do minério de ferro, e da disparada da Hypera, após acordo com autoridades.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,01%, a 111.359,94 pontos, devolvendo ganhos no ajuste, após oscilar da mínima de 110.821,51 à máxima de 111.930,89 pontos. O volume financeiro somou 24 bilhões de reais.
O fôlego no pregão foi contido pelas bolsas em Nova York, após dados dos Estados Unidos, particularmente sobre a indústria, corroborarem as preocupações com o ritmo de aperto monetário da economia norte-americana.
"Esses dados mostraram economia forte e alimentaram preocupações de que o Fed precisará ser mais agressivo para desacelerar o aumento de preços", afirmou o analista da Terra Investimentos Régis Chinchila.
Em Wall St., o S&P 500 caiu 0,75%, depois que um dado mostrou que a atividade industrial dos EUA acelerou em maio, com a demanda por bens ainda forte, apesar do aumento dos preços.
O BTG Pactual afirmou que o aperto monetário nos EUA não ajudará as ações de mercados emergentes de forma geral, e as ações brasileiras em particular. Mas vê o Brasil relativamente bem posicionado no atual ambiente geopolítico desafiador.
DESTAQUES
- VALE ON subiu 2,35%, após os contratos futuros de minério de ferro subirem na China pela quarta sessão consecutiva, com a confiança dos investidores se fortalecendo na sequência de um pacote para resgatar a economia.
- HYPERA ON avançou 7,66%, para uma máxima de fechamento histórica a 41,76 reais. A empresa acertou acordo com autoridades brasileiras que analistas avaliaram como uma "virada de página" para a farmacêutica.
- BRADESCO PN recuou 1,8%, em sessão negativa para o setor financeiro, com o índice do segmento caindo 1,37% na bolsa. B3 ON fechou com declínio de 2,11%.
- PETROBRAS PN cedeu 0,13%, apesar da alta do petróleo, após abrir a semana com declínio de 2%. Investidores seguem receosos com eventuais subsídios aos preços de combustíveis que afetem a empresa.
- AZUL PN e GOL PN caíram 5,82% e 3,86%, respectivamente, acentuado as perdas da semana, em sessão marcada pela alta do petróleo e do dólar ante o real. No radar, persistem preocupações com a disparada do querosene de aviação.
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