Argentina adiará pagamento de dívidas ao Clube de Paris até setembro de 2024
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BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina chegou a um acordo com o grupo de credores do Clube de Paris para adiar o pagamento de suas dívidas para setembro de 2024, confirmou o diário oficial do país na manhã desta terça-feira, como parte de renegociação de um encargo de 2 bilhões de dólares.
O país sul-americano já havia reestruturado anteriormente 65 bilhões de dólares em dívidas com credores privados no exterior em 2020 e chegou a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em março passado, o que o ajudou a avançar nas negociações com o Clube de Paris.
O novo acordo afirma que a Argentina adiará os pagamentos ao Clube de Paris até setembro de 2024 ou "até que haja um novo acordo sobre a estrutura" para substituir uma declaração conjunta assinada em maio de 2014, informou o diário oficial.
A agenda do governo prioriza reduzir os juros e a incorporação dos 430 milhões de dólares já pagos em fevereiro de 2022 e julho de 2021 ao Clube de Paris, cujos membros incluem Estados Unidos, Alemanha, Brasil e Japão.
A Argentina disse que continuará fazendo pagamentos parciais ao grupo de nações de acordo com a "capacidade de pagamento do país", em valores equivalentes a outros pagamentos de dívidas bilaterais com nações individuais. O diário oficial não forneceu detalhes sobre o cronograma de pagamento.
A agência de notícias estatal Telam noticiou o acordo pela primeira vez na noite de segunda-feira e uma fonte oficial confirmou a informação à Reuters.
(Por Jorge Otaola e Jorgelina do Rosario)
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