China chama chefe da OMS de "irresponsável" por dizer que estratégia Covid zero "não é sustentável"
![]()
Por Martin Quin Pollard e Brenda Goh
PEQUIM/XANGAI (Reuters) - A China reagiu nesta quarta-feira ao que chamou de comentários "irresponsáveis" do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), que descreveu a política inflexível e cada vez mais dolorosa de "Covid zero" do país como "não sustentável".
A política colocou centenas de milhões de pessoas em dezenas de cidades sob vários graus de restrições de movimento, mais dramaticamente em Xangai, causando danos econômicos significativos na China e no exterior e alimentando uma frustração generalizada.
Autoridades em Xangai, agora em sua sexta semana sob um lockdown abrangente, disseram nesta quarta-feira que metade da cidade alcançou o status "Covid zero", mas as restrições permanecerão em vigor.
A abordagem da China contrasta com a maioria das outras partes do mundo, onde os governos optaram por conviver com o vírus.
Em raros comentários públicos sobre as políticas de um governo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse na terça-feira que a estratégia de tolerância zero da China não é sustentável e que é hora de uma mudança de abordagem.
Os comentários de Tedros não foram cobertos pela mídia estatal chinesa e foram censurados nas mídias sociais do país, com a única resposta oficial vinda em uma coletiva de imprensa regular do Ministério das Relações Exteriores.
"Esperamos que o indivíduo relevante possa ver a política chinesa de Covid de forma objetiva e racional e conhecer os fatos, em vez de fazer comentários irresponsáveis", disse o porta-voz da chancelaria chinesa Zhao Lijian.
0 comentário
Wall Street encerra em baixa por crescentes preocupações com inflação
Dólar sobe aos R$5,0664 puxado pelo cenário político no Brasil e pelo exterior
Ibovespa fecha em queda com ruído político local
Governo revisa regra que exigia publicação das margens de distribuidoras de combustíveis
Wall St cai na abertura com salto de rendimentos por preocupações com a inflação
Dólar supera R$5,05 pressionado por exterior e política local