Nasdaq mergulha mais de 4% com maior aposta em aumento mais forte do juro apesar de sinalização do Fed
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(Reuters) - O índice Nasdaq chegou a cair 4,77% enquanto o S&P 500 e o Dow Jones tinham fortes quedas nesta quinta-feira, depois que o tom menos duro do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, falhou em amenizar expectativas de investidores de maiores aumentos nas taxas de juros neste ano.
Às 12:39 (de Brasília), o índice S&P 500 perdia 3,41%, a 4.153,61 pontos, enquanto o Dow Jones caía 2,49%, a 33.214,33 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuava 4,09%, a 12.433,98 pontos.
O Nasdaq, com forte peso de ações de tecnologia, estava a caminho de mais do que apagar os ganhos da véspera. Alphabet Inc, controladora do Google; Apple Inc; Microsoft Corp.; Meta Platforms; Tesla Inc; e Amazon.com caíam entre 4,5% e 6,5%.
Todos os 11 principais setores do S&P eram negociados em baixa, com consumo discricionário em queda próxima de 5%.
O índice de referência S&P 500 registrou na quarta-feira seu maior ganho percentual diário em quase dois anos, depois que o Fed elevou a taxa de juros em 0,50 ponto percentual, conforme esperado, e disse que começaria a encolher sua carteira de ativos de 9 trilhões de dólares no próximo mês em um esforço para baixar ainda mais a inflação.
O chair do Fed, Jerome Powell, descartou explicitamente a possibilidade de aumentar as taxas de juros em 75 pontos-base em uma próxima reunião, acalmando naquele momento investidores nervosos por temores de um aperto agressivo da política monetária.
No entanto, operadores viam nesta quinta-feira chance de 75% de uma alta de juros de 75 pontos-base pelo Fed em sua reunião de 15 de junho.
"Eu diria que os mercados não estão comprando o Fed 'dovish' (menos inclinado a forte alta dos juros)", disse Callie Cox, analista de investimentos nos EUA da eToro.
"Tivemos muitas autoridades do Fed falando e eles basicamente foram para o tudo ou nada e disseram que os aumentos das taxas precisam acontecer mais rapidamente e acontecer agora. Então, faz sentido que os investidores estejam voltando a esse lugar de medo de que o Fed poderia fazer muito mais do que imaginavam para combater a inflação."
O foco agora muda para o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA, a ser divulgado na sexta-feira, sobre o qual analistas se debruçarão em busca de pistas sobre a força do mercado de trabalho e seu impacto na política monetária.
(Por Devik Jain)
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