Banco Mundial vê economias reduzindo dependência da Rússia para energia e da China para cadeias de suprimentos
![]()
O presidente do Banco Mundial, David Malpass, disse nesta quarta-feira que espera um "forte esforço" das principais economias para reduzir sua dependência da Rússia para fornecimento de energia e da China para cadeias de fornecimento, embora os fluxos de comércio e investimento transfronteiriços devam continuar.
Questionado sobre o risco crescente de uma fragmentação da economia global após a invasão da Ucrânia pela Rússia, Malpass disse que há uma dependência excessiva da energia russa e das cadeias de suprimentos chinesas e que as mudanças em andamento são necessárias.
"Isso pode ser bom para a China", disse ele em coletiva de imprensa. "Como cadeias de suprimentos específicas são menos dependentes da China, isso permite que a China se mova para outros setores e anseie pelos mercados para o futuro."
Malpass disse esperar que o comércio e o investimento transfronteiriços continuem, apesar dos ajustes, argumentando que a fragmentação em blocos separados diminuiria a produtividade global.
"Não vejo isso como um passo negativo. É um passo necessário para o mundo olhar para o crescimento do comércio regional", disse ele. "Tenho certeza de que o mundo continuará negociando."
Malpass disse estar vendo uma forte percepção entre os membros do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) reunidos em Washington nesta semana no sentido de manter os mercados abertos e até expandir o acesso aos mercados para ajudar a lidar com a atual crise de segurança alimentar.
0 comentário
Dólar cai pela terceira sessão consecutiva em dia positivo para ações no Brasil
Ibovespa fecha em alta firme com impulso de blue chips
Trump ameaça infraestrutura iraniana após Houthis bloquearem via estratégica no Mar Vermelho
Petróleo sobe mais de 3% e fecha na máxima em seis semanas com tensões no Oriente Médio
Empresas afetadas por tarifaço terão acesso a socorro de R$ 18,5 bi
Ataques do Irã a instalações da CIA levantam questões sobre possível papel da Rússia