Bolsonaro discute com Guedes reajuste a servidores e busca solução de impasse
![]()
Por Bernardo Caram e Marcela Ayres
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro convocou o ministro da Economia, Paulo Guedes, para reunião no Palácio do Planalto na tarde desta quarta-feira na tentativa de solucionar o impasse em torno da mobilização de servidores públicos que pressionam por reajustes salariais, informaram à Reuters três fontes do Ministério da Economia.
Um dos membros da pasta ressaltou que havia a expectativa de que o encontro com o presidente levasse a uma decisão sobre o assunto. As três fontes afirmaram, no entanto, que até o meio da tarde o tema ainda estava indefinido.
De acordo com uma das autoridades, a “bola da vez” nas negociações é a ideia de conceder um reajuste linear de 5% a todo o funcionalismo federal a partir de julho, medida que pode custar cerca de 6 bilhões de reais para seis meses de vigência neste ano.
Essa mesma fonte ponderou que tem havido muitas idas e vindas em relação às alternativas colocadas sobre a mesa e que é necessário aguardar o fim das reuniões para observar se surgirá uma sinalização concreta.
O funcionalismo está há dois anos sem reajuste salarial. Além do reajuste linear, o governo tem discutido mais duas alternativas para atender de alguma forma aos servidores neste ano eleitoral.
A ideia com maior concordância do Ministério da Economia prevê a concessão de 400 reais adicionais de auxílio-alimentação por mês a todos os servidores federais, medida que alcançaria apenas servidores ativos e, proporcionalmente, beneficiaria mais aqueles com salários menores.
A iniciativa consumiria a verba de 1,7 bilhão de reais anteriormente reservada no Orçamento deste ano para conceder reajustes a carreiras da segurança pública.
Outra opção seria usar o valor de 1,7 bilhão de reais para dar reajuste a algumas carreiras específicas, o que poderia incluir policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários, além de carreiras que estão fazendo paralisações, como as da Receita Federal e do Banco Central.
Se, ao fim das discussões, o governo optar por conceder o reajuste linear, será necessário encontrar espaço no teto de gastos para acomodar essa despesa. Como a margem para reajustes neste ano está definida em 1,7 bilhão de reais, o gasto adicional apenas poderá ser feito se o governo revisar despesas obrigatórias ou cortar outras verbas de ministérios.
0 comentário
Dólar cai pela terceira sessão consecutiva em dia positivo para ações no Brasil
Ibovespa fecha em alta firme com impulso de blue chips
Trump ameaça infraestrutura iraniana após Houthis bloquearem via estratégica no Mar Vermelho
Petróleo sobe mais de 3% e fecha na máxima em seis semanas com tensões no Oriente Médio
Empresas afetadas por tarifaço terão acesso a socorro de R$ 18,5 bi
Ataques do Irã a instalações da CIA levantam questões sobre possível papel da Rússia