Institutos econômicos alemães veem forte recessão se gás russo for vetado
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A Alemanha enfrentará uma forte recessão se o fornecimento de gás da Rússia for subitamente cortado, disseram os principais institutos econômicos do país nesta quarta-feira, e o governo afirmou que a guerra na Ucrânia representa "riscos substanciais" para a maior economia da Europa.
Uma interrupção repentina no fornecimento de energia russa --que seria um cenário adverso e não a expectativa básica dos institutos-- desaceleraria o crescimento econômico para 1,9% este ano e resultaria numa contração de 2,2% em 2023, segundo eles.
Os presidentes de três comitês parlamentares alemães pediram na terça-feira que a União Europeia imponha um embargo ao petróleo russo o mais rápido possível. Mas uma pesquisa publicada nesta quarta-feira mostrou que a maioria dos alemães rejeita essa ideia.
"Se o fornecimento de gás fosse cortado, a economia alemã sofreria uma forte recessão", disse Stefan Kooths, vice-presidente e diretor de pesquisa de ciclos de negócios e crescimento do Instituto Kiel para a Economia Mundial.
A perda acumulada do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 e 2023 no caso de um congelamento do fornecimento provavelmente seria de cerca de 220 bilhões de euros, ou mais de 6,5% da produção econômica anual, disseram os cinco institutos.
Em seu relatório mensal, o Ministério da Economia da Alemanha disse que a guerra na Ucrânia "representa riscos substanciais" para a economia, mas é difícil quantificar os efeitos: "Eles dependem muito da duração e intensidade da guerra", afirmou.
Os institutos econômicos --RWI em Essen, DIW em Berlim, Ifo em Munique, IfW em Kiel e IWH de Halle-- confirmaram as previsões revisadas informadas pela Reuters na terça-feira, cortando sua projeção de crescimento da economia em 2022 para 2,7%, ante 4,8%, e projetando um crescimento de 3,1% em 2023.
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