Lira sugere discussão mais ampla sobre mineração e não apenas em terras indígenas
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Por Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta terça-feira que o grupo de trabalho a ser criado para discutir projeto que libera a mineração em terras indígenas na verdade discuta o assunto de forma mais ampla e retome as avaliações sobre um Código de Mineração.
O deputado disse que aguardava apenas a indicação de nomes de parlamentares para instituir o grupo de trabalho, acertado a partir de acordo envolvendo a aprovação de um requerimento de urgência para o projeto que trata das áreas indígenas.
"Alguns partidos ainda não indicaram, principalmente os da Maioria. A oposição acho que já indicou membros. Eu devo estar fazendo a indicação do GT (grupo de trabalho) hoje, avaliando se a gente mantém só a mineração em terras indígenas ou se engloba uma coisa que é um calo dessa Câmara que não consegue há dez anos discutir um código de mineração de uma maneira mais ampla e mais democrática com o Brasil", disse Lira a jornalistas, lembrando de tragédias já ocorridas envolvendo o setor, caso de Brumadinho.
"A gente nunca conseguiu discutir e terminar uma discussão do código de mineração de uma maneira ampla... Hoje é que farei a confecção do grupo de trabalho. Ainda estava precisando de alguns nomes", afirmou o deputado, reconhecendo que sua previsão de votar o mérito da proposta com urgência já aprovada na primeira quinzena de abril irá atrasar.
O presidente Jair Bolsonaro e seus aliados voltaram a defender a proposta --e manejaram a aprovação da urgência-- usando a guerra na Ucrânia como justificativa, diante do impacto no fornecimento de fertilizantes ao Brasil, uma vez que a Rússia é importante exportadora do produto ao país.
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