BC do Japão mantém forte estímulo e adota cautela por crise na Ucrânia
![]()
O banco central do Japão manteve seu forte estímulo nesta sexta-feira e alertou para riscos elevados à frágil recuperação devido à crise na Ucrânia, reforçando as expectativas de que continuará sendo uma exceção na mudança global para uma política monetária mais apertada.
O aumento dos preços dos combustíveis e das commodities devido à guerra na Ucrânia pode elevar a inflação ao consumidor para a meta do Banco do Japão de 2% nos próximos meses, disse o presidente Haruhiko Kuroda.
Mas isso terá vida curta e não levará o banco central a retirar o estímulo, acrescentou ele, destacando a determinação do banco em manter o forte suporte monetário para uma economia que ainda precisa se recuperar totalmente da pandemia de Covid-19.
"Existe uma chance de o Japão ver a inflação em torno de 2% a partir de abril. Mas a maior parte disso deve-se ao aumento dos preços das commodities, então não há motivos para apertar a política monetária. Fazer isso seria inapropriado", disse ele em entrevista à imprensa.
O tom inclinado a estímulos monetários do Banco do Japão contrasta fortemente com o do Federal Reserve e do Banco da Inglaterra, que elevaram os juros esta semana para conter a inflação.
Como esperado, o banco central japonês deixou inalterada sua meta para os juros de curto prazo em -0,1% e a dos rendimentos dos títulos de 10 anos em torno de 0% ao final de sua reunião de política monetária nesta sexta-feira.
País pobre em recursos que depende quase inteiramente das importações de combustíveis e gás, o Japão é particularmente vulnerável ao impacto econômico da inflação global de commodities.
"A economia do Japão está acelerando como tendência", disse o Banco do Japão em comunicado, oferecendo uma visão mais sombria do que em janeiro, quando disse que a economia estava mostrado "sinais mais claros de aceleração".
0 comentário
Wall Street encerra em baixa por crescentes preocupações com inflação
Dólar sobe aos R$5,0664 puxado pelo cenário político no Brasil e pelo exterior
Ibovespa fecha em queda com ruído político local
Governo revisa regra que exigia publicação das margens de distribuidoras de combustíveis
Wall St cai na abertura com salto de rendimentos por preocupações com a inflação
Dólar supera R$5,05 pressionado por exterior e política local