EUA dizem a Otan e aliados na Ásia que China pode fornecer armas à Rússia, diz autoridade
![]()
Por Andrea Shalal
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos disseram, nesta segunda-feira, a aliados da Otan e em vários países asiáticos que a China sinalizou que está disposta a fornecer auxílio militar e econômico à Rússia, a pedido de Moscou, para apoiá-la na guerra contra a Ucrânia, afirmou uma autoridade norte-americana.
A mensagem, enviada em correspondência diplomática e entregue em pessoa por autoridades de inteligência, também disse que a China deve negar esses planos publicamente, segundo a autoridade, que falou sob a condição de anonimato.
O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, reuniu-se com o principal diplomata da China, Yang Jiechi, em Roma, nesta segunda, após seu alerta de que a China sofreria consequências se ajudasse a Rússia a driblar as sanções do Ocidente e em meio a reportagens de que a Rússia havia pedido equipamentos militares à China.
A Rússia negou esses relatos, dizendo que tem recursos militares suficientes para cumprir todos seus objetivos na Ucrânia. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China descreveu os relatos como “desinformação”.
A Rússia começou sua invasão à vizinha Ucrânia em 24 de fevereiro, com o que chamou de “operação especial” para desmilitarizar e “desnazificar” a Ucrânia. A Ucrânia e aliados ocidentais dizem que esse é um pretexto sem fundamentação para justificar a guerra.
A divulgação do pedido da Rússia e da resposta da China faz parte de uma estratégia deliberada de autoridades dos EUA para combater desinformação sendo mais abertas sobre questões de inteligência do que o comum, disse a autoridade norte-americana.
0 comentário
Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade