Dólar acelera ganhos ante real com amparo externo; combustíveis ficam no radar
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O dólar passava a subir acentuadamente nesta sexta-feira, afastando-se de mínimas abaixo dos 5 reais atingidas pela manhã diante do salto da moeda norte-americana no exterior, enquanto na pauta doméstica investidores avaliavam as discussões em torno dos preços combustíveis.
Às 14:09 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,73%, a 5,0534 reais na venda, e chegou a saltar 0,82% no pico do dia, a 5,0580 reais.
Mais cedo, o dólar chegou a operar no vermelho, indo a 4,9830 reais na mínima do dia, baixa de 0,68%.
Na B3, às 14:09 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,71%, a 5,0815 reais.
No exterior, o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,60%, a 98,949, perto das máximas desta sexta-feira.
Ao mesmo tempo, divisas pares do real sensíveis ao apetite global por risco, como dólar australiano, peso mexicano e rand sul-africano, apresentavam perdas.
Investidores estavam monitorando com cautela os desdobramentos envolvendo a crise na Ucrânia, enquanto a expectativa de que o banco central norte-americano, o Federal Reserve, elevará os juros na semana que vem fornecia apoio adicional ao dólar.
No Brasil, investidores repercutiam a aprovação pela Câmara nesta madrugada da proposta que altera as normas de cobrança do ICMS sobre os combustíveis.
Segundo o Citi, a medida pode acabar por aliviar a pressão sobre os preços ao consumidor, que saltaram 10,54% nos 12 meses até fevereiro, mas o banco alertou que outros planos discutidos pelo governo para conter a alta dos preços --como eventuais subsídios-- podem abalar a credibilidade fiscal do país.
Apesar da valorização desta manhã, o dólar ainda caminhava para registrar desvalorização semanal de 0,5%, o que configuraria sua oitava semana de perdas no ano. Até agora em 2022, o dólar cai 9,4% ante o real.
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