Biden envia ex-autoridades de defesa a Taiwan em demonstração de apoio
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Por Michael Martina e David Brunnstrom
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enviará uma delegação de ex-autoridades de defesa e segurança a Taiwan nesta segunda-feira, disse um funcionário de alto escalão de seu governo, um sinal de apoio à ilha reivindicada pela China após a invasão russa na Ucrânia.
A visita, liderada pelo ex-chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas Mike Mullen, ocorre em um momento em que Taiwan aumentou seu nível de alerta, temendo que a China se aproveite de um Ocidente distraído para se mover contra ela.
Pequim reivindica a ilha democraticamente governada como sua e prometeu colocá-la sob controle chinês, pela força, se necessário.
Mullen, um almirante reformado da Marinha que serviu como principal oficial militar dos EUA sob os ex-presidentes George W. Bush e Barack Obama, será acompanhado por Meghan O'Sullivan, ex-vice-conselheira de segurança nacional de Bush, e Michele Flournoy, ex-subsecretária de defesa sob Obama, segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato.
Dois ex-diretores seniores do Conselho de Segurança Nacional para a Ásia, Mike Green e Evan Medeiros, também farão a viagem, que visa "demonstrar nosso apoio contínuo e robusto a Taiwan", disse a autoridade à Reuters.
A delegação deve chegar a Taiwan na tarde de terça-feira e permanecer até a noite de quarta-feira, período em que planeja se encontrar com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, o ministro da Defesa, Chiu Kuo-cheng, e outras autoridades.
A fonte se recusou a dizer se o momento da visita foi influenciado pela invasão da Ucrânia pela Rússia.
Taiwan disse na semana passada que o ex-secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo, que serviu no governo do ex-presidente Donald Trump, visitaria a ilha de 2 a 5 de março e se encontraria com Tsai.
O governo Biden se recusou a comentar a visita de Pompeo.
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