China diz que Taiwan "não é Ucrânia" e ilha aumenta nível de alerta
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PEQUIM/TAIPÉ (Reuters) - Taiwan "não é a Ucrânia" e sempre foi uma parte inalienável da China, disse o Ministério das Relações Exteriores chinês nesta quarta-feira, enquanto a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, pediu que a ilha reforce a vigilância sobre atividades militares em resposta à crise.
Os comentários vêm depois que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, sinalizou o risco para Taiwan em um alerta na semana passada sobre as consequências danosas em todo o mundo se as nações ocidentais não cumprirem suas promessas de apoiar a independência da Ucrânia.
A China, que reivindica Taiwan como parte de seu próprio território, intensificou a atividade militar perto da ilha autônoma nos últimos dois anos, embora Taiwan não tenha relatado manobras incomuns recentes das forças chinesas à medida que a tensão sobre a Ucrânia aumenta.
Falando em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, descartou qualquer ligação entre as questões da Ucrânia e de Taiwan.
"Taiwan não é a Ucrânia", disse ela. "Taiwan sempre foi uma parte inalienável da China. Este é um fato histórico e legal indiscutível."
A questão de Taiwan é remanescente da guerra civil chinesa, mas a integridade da China nunca deveria ter sido comprometida e nunca foi comprometida, acrescentou Hua.
O governo da República da China fugiu para Taiwan em 1949 depois de perder a guerra civil para os comunistas, que criaram a República Popular da China.
O governo de Taiwan se opõe fortemente às reivindicações territoriais da China. Tsai diz que Taiwan é um Estado independente chamado República da China, que continua sendo o nome oficial de Taiwan.
Todas as unidades militares e de segurança devem "aumentar sua vigilância e alertar antecipadamente sobre os desdobramentos militares ao redor do Estreito de Taiwan", disse Tsai em uma reunião do grupo de trabalho sobre a crise na Ucrânia criado por seu Conselho de Segurança Nacional.
Taiwan e Ucrânia são fundamentalmente diferentes em termos de geoestratégia, geografia e cadeias de suprimentos internacionais, acrescentou ela, em detalhes da reunião fornecidos por seu gabinete.
"Mas diante das forças estrangeiras que pretendem manipular a situação na Ucrânia e afetar o moral da sociedade taiwanesa, todas as unidades do governo precisam fortalecer a prevenção da guerra cognitiva lançada por forças estrangeiras e colaboradores locais", disse Tsai.
(Reportagem de Yimou Lee, Ben Blanchard e Emily Chow)
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