"Não vamos exagerar" nas altas dos juros, diz autoridade do Fed
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Por Ann Saphir
(Reuters) - O presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, disse nesta quarta-feira ser "apropriado" que o banco central dos Estados Unidos tome medidas para normalizar a política monetária e lidar com a alta inflação, mas alertou contra um aumento muito rápido que vá longe demais no nível de taxa de juros.
"Meu aviso para meus colegas e para mim mesmo é 'não vamos exagerar'", afirmou Kashkari ao participar de reunião de assembleia entre gestores e colaboradores da United Natural Foods Inc.
Ele destacou que o envelhecimento da população, entre outros fatores, tenderá a reduzir a inflação com o tempo. "Se elevarmos os juros de forma realmente agressiva, corremos o risco de frear a economia, colocando-a em recessão... estaríamos caindo de volta nesse ambiente de baixa inflação."
Espera-se que o Fed comece a subir a taxa de juros em março, com o debate atualmente focado em qual deve ser o tamanho do aumento inicial e até onde os juros devem ir para lidar com a inflação mais alta em quase 40 anos.
Algumas autoridades do banco central acreditam que o Fed deveria começar com uma alta maior do que a usual, de 0,50 ponto percentual, para deixar claro que se juntou à luta contra a inflação. Outros, que parecem ser a maioria, dizem que uma elevação menor, de 0,25 ponto, é suficiente.
Kashkari disse que ele e sua família tiveram Covid-19 no início deste ano, e a experiência lhe mostrou que levará algum tempo para a economia voltar ao normal.
"Muitas famílias estão passando pelo que acabamos de passar", afirmou Kashkari, explicando que o período em que sua família teve a doença resultou em três semanas de trabalho interrompido.
"Vai levar um tempo" até que as pessoas possam se sentir confortáveis vivendo com a Covid, antes que trabalhadores à margem da força de trabalho possam voltar a ocupar as vagas de emprego e antes que as cadeias de suprimentos se recuperem, disse ele.
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