Produção e venda de veículos despencam em janeiro no Brasil
![]()
SÃO PAULO (Reuters) - As montadoras de veículos do Brasil tiveram fortes quedas de produção e licenciamento em janeiro em relação a dezembro, informou a associação que representa o setor, Anfavea, nesta segunda-feira.
A produção desabou 31,1%, para 145,4 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em janeiro e as vendas de veículos novos tombaram 38,9%, para 126,5 mil unidades.
O setor tem sido atingido nos últimos meses por falta de componentes, incluindo chips para os sistemas eletrônicos e mesmo pneus, quadro que ainda deve persistir no decorrer deste ano em meio aos impactos das medidas globais de isolamento social que desestruturaram as cadeias de fornecimento. Além disso, várias montadoras concederam férias coletivas em dezembro.
Frente a janeiro de 2021, a produção teve queda de 27,4% e os emplacamentos recuaram 26,1%, segundo os dados da Anfavea.
As exportações de veículos montados, porém, cresceram 6,6% no comparativo anual em janeiro, para 27.638 unidades.
O segmento de caminhões seguiu sendo menos atingido pelos problemas na oferta de componentes, com a produção recuando 23,7% em janeiro sobre dezembro, mas crescendo 7,5% na comparação anual, para 9.463 unidades.
Já a produção da categoria de veículos leves, formada por carros, picapes, utilitários esportivos e vans, teve quedas de 31,7% e 29,2% nas comparações mensal e anual, respectivamente, em janeiro.
(Por Alberto Alerigi Jr.; edição de André Romani)
1 comentário
FPA monitora barreira da UE aos produtos de proteína animal do BR e volta a pontuar protecionismo do bloco
Ibovespa fecha em queda com cena corporativa e inflação em foco
Dólar fecha estável ante real enquanto segue impasse no Oriente Médio
S&P 500 e Nasdaq fecham em baixa, com inflação e tensões sobre Irã pesando
Trump diz que não precisa da ajuda de Xi Jinping em relação ao Irã
Trump afirma que fim da guerra na Ucrânia está muito próximo
Francisco Camilo Dos Santos Filho Rondon do Pará
Isto não é somente consequência de férias coletivas e falta de componentes, somem tb os preços q subiram de forma estarrecedora, a perda de poder de compra pelos brasileiros e os altos juros contados pelas financiadoras