Presidente do BC do Japão promete manter política monetária ultraflexível após BCE adotar postura "hawkish"
![]()
O banco central do Japão precisa manter a política monetária ultraflexível, uma vez que a inflação no país permanece bem abaixo da de outras economias, disse o presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, descartando a visão de que poderia seguir os passos de pares mais "hawkish" (duros com a inflação) nos Estados Unidos e na Europa.
"No Japão, os salários nominais não subiram muito. É difícil prever a inflação atingindo nossa meta de 2% de forma sustentável, a menos que os salários subam junto com os preços", disse Kuroda ao Parlamento nesta sexta-feira.
"É importante manter uma forte flexibilização monetária para apoiar a economia e ajudar a gerar um crescimento estável de salários e preços", acrescentou.
As declarações vieram depois que o Banco Central Europeu, considerado um dos atrasados em relação à redução de estímulos, surpreendeu os mercados ao adotar uma postura agressiva em relação à pressão de preços, reconhecendo os riscos de inflação e abrindo as portas para um possível aumento dos juros neste ano.
O lento crescimento salarial e o fraco consumo mantiveram o núcleo da inflação ao consumidor do Japão em 0,5% em dezembro, patamar mais alto em quase dois anos, mas ainda bem abaixo da meta de 2% do banco central japonês.
0 comentário
Ibovespa fecha em alta após dado de preço nos EUA referendar apetite a risco
Dólar fecha no menor nível em um mês sob influência da inflação dos EUA
Iraque precisa de uma participação justa na Opep, diz primeiro-ministro
Primeira-ministra da Ucrânia deixa cargo; críticos de Zelenskiy não veem sentido em mudança
Trump recua do plano de cobrar taxa sobre Ormuz em favor de acordos de investimento com países do Golfo
Chair do Fed diz estar comprometido com os objetivos tanto de inflação quanto de emprego