Evergrande visa proposta de reestruturação em 6 meses; China reforça controle
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A Evergrande disse nesta quarta-feira que pretende ter uma proposta preliminar de reestruturação em seis meses, com a endividada incorporadora chinesa lutando para acalmar credores assustados com calotes desde ela começou a desmoronar em 2021.
O anúncio veio enquanto Pequim aperta o controle sobre a incorporadora e toma medidas para estabilizar o setor imobiliário do país, que foi atingido pela crise.
Alguns donos de títulos disseram ter ficado desapontados com a apresentação de 25 minutos com credores, que incluiu respostas preparadas para perguntas.
Outrora a maior incorporadora da China, a Evergrande acumulou dívidas de mais de 300 bilhões de dólares e está lutando para pagar credores, fornecedores e investidores em produtos de gestão de patrimônio.
O recém-nomeado diretor executivo da Evergrande, Siu Shawn, também presidente do Evergrande New Energy Vehicle, disse na teleconferência com os credores que o grupo está trabalhando em um plano de reestruturação abrangente.
"O conselho de administração e o comitê de gestão de risco esperam mante contato com os investidores e respeitosamente pedir que não tomem nenhuma ação legal agressiva para manter a estabilidade para os benefícios mútuos de todas as partes interessadas", disse Siu na teleconferência.
"Percebemos que há dúvidas sobre a transparência e o processo de reestruturação do grupo e gostaríamos de aproveitar a oportunidade para explicar a todos os credores que o conselho de administração, o comitê de gestão de risco e o grupo trabalharão rapidamente para estabilizar o grupo", disse Siu.
A agência de classificação Moody's disse em relatório que os covenants na emissão da Evergrande se tornaram cada vez mais frouxos, reduzindo ou eliminando as principais proteções e colocando em perigo as perspectivas de recuperação dos credores.
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