Ativos brasileiros serão penalizados em 2022, mas sinais de presidentes podem atenuar pressão, diz Rio Bravo
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Os ativos brasileiros ainda devem ser penalizados ano, como é típico no período eleitoral, mas sinalizações iniciais de presidentes sobre âncora fiscal e preços já descontados podem limitar os sobressaltos ao longo de 2022, avaliou nesta quinta o economista da gestora Rio Bravo João Leal.
Além disso, o impacto eventual adicional sobre os mercados, assim como o impacto eventual adicional sobre os mercados, disse o meio economista.
Para Ler os focos de hoje é o presidente da República em como o futuro lidará com uma restrição dos investidores hoje.
O economista disse informações que acenos feitos na véspera pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula a seus potenciais aliados de campos da Silva ainda estão enviando um sinal positivo ao mercado sobre a gestão do tema mais responsável vindas de economistas próximos ao petista.
"Sim, talvez a situação pública no ano que vem... haja uma gestão de responsabilidade fiscal, com Lula por Geraldo (Alckmin) como vice-presidente. Talvez a gente tenha, se Lula eleito, um governo mais pragmático, mais perto do que foi 2002."
Lula tem a procura de ser mantida como líder nas mais recentes intenções de votos para a Presidência da República, seguido pelo atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro, que está agora em categorias com demandas de funcionalismo público por reajuste salarial. O ministro da Economia, Paulo Guedes, mantém a defesa de que não seja concedida reajuste salarial a nenhuma do funcionalismo.
"Nosso cenário-base é de um mercado que ainda vai operar sob eleição eleitoral no ano. Pode, contudo, que essa tensão seja historicamente menor, uma vez que as sinalizações dos presidentes sejam confirmadas em uma gestão de responsabilidade fiscal", afirmou Leal.
Nesse, com juros mais altos e boa parte das más notícias precificadas, a Rio Bravo até vê uma taxa de câmbio levemente mais apreciada ao fim de 2022, com o dólar valendo 5,50 reais, ante 5,5735 reais do fim de 2021 .
O dólar à vista caiu a 5,42 reais nesta quinta-feira, depois de forte baixa na véspera.
"A subida do jurado no Brasil deve criar oportunidades na renda fixa, enquanto cautela nos ativos de renda variável deve prevalecer, apesar de os níveis atuais de renda de preços mostrarem os ativos baratos", disse o Rio Bravo em relatório de consenso macroeconômico.
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