Vendas de moradias usadas nos EUA têm forte queda em dezembro
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WASHINGTON (Reuters) - As vendas de moradias nos Estados Unidos despencaram em dezembro, com preços mais altos em meio a estoques em mínimas recordes excluindo alguns compradores de primeira viagem.
As vendas de moradias usadas caíram 4,6% no mês passado, para uma taxa anual de 6,18 milhões de unidades, em dado ajustado sazonalmente, informou a Associação Nacional de Corretores nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters projetavam declínio para 6,44 milhões de unidades.
As vendas tiveram queda em todas as regiões norte-americanas.
As revendas de moradias, que respondem pela maior parte das vendas de casas nos EUA, caíram 7,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. Um total de 6,12 milhões de residências foram vendidas em 2021, maior número desde 2006 e alta de 8,5% em relação a 2020. As vendas permaneceram concentradas nas faixas mais altas de preço do mercado.
A demanda por habitação está sendo alimentada por indivíduos e investidores que reformam e depois revendem casas para aproveitar um mercado imobiliário aquecido. Mas o aumento das taxas de hipoteca, restrições de oferta e preços mais altos das casas podem tornar as compras de moradias menos acessíveis neste ano.
Há um número recorde de casas com aval para construção, mas ainda não iniciadas, de acordo com dados do governo dos EUA publicados na quarta-feira. Construtoras disseram nesta semana que os custos mais elevados de matéria-prima e a escassez estavam atrasando em semanas o tempo comum de construções unifamiliares.
O preço médio de uma casa usada subiu 15,8% em dezembro ante um ano antes, para 358 mil dólares. Os preços de moradias atingiram a média recorde de 346.900 dólares em 2021, aumento de 16,9% em relação a 2020.
Havia no mercado em dezembro uma mínima recorde de 910 mil casas usadas, queda de 18,0% ante novembro e declínio de 14,2% em relação ao mesmo período em 2020. No ritmo de vendas de dezembro, o estoque atual levaria 1,8 mês para se esgotar, abaixo do nível de um ano antes, de 1,9 mês.
Oferta de seis a sete meses é vista como um equilíbrio saudável entre oferta e demanda.
Compradores de primeira viagem responderam por 30% das vendas no mês passado, em comparação com 31% um ano antes.
(Por Lucia Mutikani)
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