Human Rights Watch critica Biden e outros por defesa fraca da democracia
![]()
Por Michelle Nichols
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch criticou na quinta-feira o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e outros líderes ocidentais por fazerem uma defesa fraca da democracia, e por fracassarem em atender os desafios da crise climática e da pandemia de Covid-19 em relação à pobreza, desigualdade e injustiça racial.
Em contraste com o que o diretor-executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth, descreveu como o "abraço a autocratas amigáveis" por parte do ex-presidente Donald Trump, Biden chegou ao poder em janeiro de 2021 com uma promessa de colocar os direitos humanos no centro de sua política externa.
"Mas continuou vendendo armamentos para o Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, e Israel, apesar da repressão persistente nesses países", disse Roth no relatório anual mundial da organização, publicado nesta quinta-feira.
"Outros líderes ocidentais apresentaram fraquezas semelhantes em suas defesas da democracia", disse Roth, apontando os líderes da França, presidente Emmanuel Macron, e a ex-chanceler alemã Angela Merkel.
Roth também disse que durante importantes conferências Biden "pareceu ter perdido sua voz em relação a denúncias públicas de violações graves de direitos humanos".
"O Departamento de Estado dos EUA já emitiu protestos ocasionais sobre repressão em alguns países, e em casos extremos o governo Biden introduziu sanções direcionadas a algumas autoridades responsáveis, mas a voz influente do presidente normalmente esteve ausente", escreveu.
0 comentário
Trump diz que EUA ficarão satisfeitos se Irã concordar em não possuir armas nucleares
Nasdaq lidera as perdas nas ações, com petróleo e custos de financiamento no foco
Trump suspende ataque ao Irã enquanto negociações continuam
Ibovespa fecha abaixo dos 177 mil pontos pressionado por Vale
Brasil pode realocar fluxos de exportações do agro em meio a acordo EUA-China
Dólar volta a fechar abaixo de R$5,00 após Trump adiar ataque contra o Irã