Medidas de Biden contra Ômicron são poucas e tardias, dizem especialistas
Por Alexandra Alper
WASHINGTON (Reuters) - As medidas do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para socorrer hospitais e distribuir conjuntos de exames de detecção do coronavírus, embora bem-vindas, são muito poucas e muito tardias para conter uma disparada de casos de Covid-19 relacionados à variante Ômicron durante o Natal e o Ano Novo, disseram especialistas de saúde.
Um dia depois de Biden delinear planos para distribuir 500 milhões de exames domiciliares rápidos de coronavírus, Anne Rimoin, professora de epidemiologia da Universidade da Califórnia em Los Angeles, elogiou seu foco nos exames, uma "ferramenta crítica" e, em cujo uso, os EUA estão "assombrosamente" atrasados.
"Infelizmente, ele chega tarde e será uma gotícula no oceano comparado ao tsunami de casos no horizonte", disse ela.
Os exames prometidos pela Casa Branca a partir de janeiro equivalem a somente um ou dois por morador do país. As famílias precisam de muito mais para tomar decisões diárias antes de se exporem, disse Rimoin.
A realização de exames está defasada por causa da falta de trabalhadores qualificados, uma escassez de exames domiciliares e o subinvestimento dos últimos meses, de acordo com entrevistas com mais de uma dúzia de autoridades, planos de saúde e fabricantes de exames.
O democrata Biden tem se concentrado principalmente em persuadir os norte-americanos a se vacinarem em meio à contraofensiva de muitos líderes republicanos que rejeitam regras a respeito de vacinas e máscaras e um movimento antivacinação atiçado por teorias conspiratórias nas redes sociais.
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