Especialistas da Alemanha pedem mais restrições contra Covid; lockdown não está descartado
![]()
BERLIM (Reuters) - Especialistas de saúde da Alemanha disseram nesta quarta-feira que novas restrições contra o coronavírus provavelmente não bastarão para controlar a variante Ômicron, enquanto o ministro da Saúde disse que não descarta um lockdown total se os casos dispararem.
Entre as medidas, que foram decididas na terça-feira e devem entrar em vigor no dia 28 de dezembro, estão limites a reuniões particulares, o fechamento de clubes e casas noturnas e a proibição de torcedores em partidas de futebol.
Janosch Dahmen, especialista de saúde dos Verdes, parceiro minoritário da coalizão de governo, disse que elas são passos na direção certa. "Mas elas provavelmente não conseguirão conter o perigo que a Ômicron representa", disse ele à emissora Deutschlandfunk.
O presidente da Federação Alemã de Hospitais, Gerald Gass, classificou as medidas como "necessárias, mas possivelmente não suficientes" em comentários ao grupo de mídia Funke.
A Alemanha relatou 45.659 casos novos de coronavírus nesta quarta-feira, cifra próxima de picos recentes, e o número de mortes aumentou 510. As duas autoridades disseram que o governo deveria estar pronto para endurecer as restrições se a epidemia piorar.
Já o Instituto Robert Koch de Doenças Infecciosas (RKI) recomendou que "restrições máximas de contato" e "medidas máximas de prevenção de infecções" sejam implantadas de imediato.
Defendendo a natureza limitada das restrições, o ministro da Saúde, Karl Lauterbach, disse que valoriza o conselho do instituto, mas que "às vezes pode haver exigências que não implantamos de imediato".
(Por Miranda Murray)
0 comentário
Trump diz que EUA ficarão satisfeitos se Irã concordar em não possuir armas nucleares
Nasdaq lidera as perdas nas ações, com petróleo e custos de financiamento no foco
Trump suspende ataque ao Irã enquanto negociações continuam
Ibovespa fecha abaixo dos 177 mil pontos pressionado por Vale
Brasil pode realocar fluxos de exportações do agro em meio a acordo EUA-China
Dólar volta a fechar abaixo de R$5,00 após Trump adiar ataque contra o Irã