Vendo Ômicron crescer, Biden amplia exames e alerta não vacinados
![]()
Por Jarrett Renshaw e Ahmed Aboulenein
WASHINGTON (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, abrirá instalações federais para exames de Covid-19 na cidade de Nova York nesta semana e comprará 500 milhões de exames domiciliares rápidos que os norte-americanos poderão encomendar pela internet de graça a partir de janeiro enquanto tenta enfrentar a variante Ômicron que se alastra.
Adotando um tom mais duro sobre os riscos de continuar sem vacinações, o presidente Joe Biden delineará as iniciativas nesta terça-feira em um discurso que pretende persuadir os norte-americanos a se protegerem da variante de disseminação rápida, disse uma autoridade de alto escalão do governo.
As medidas incluem acionar cerca de mil funcionários médicos dos militares em apoio aos hospitais.
"Também ressaltaremos que, se você não está vacinado, corre um risco alto de ficar doente. Esta variante é altamente transmissível e os não vacinados têm oito vezes mais probabilidade de ser hospitalizados e 14 vezes mais probabilidade de morrer de Covid", disse o funcionário.
Como a temporada de viagens de final de ano já começou, os casos novos de Covid-19 estão em disparada nos Estados Unidos, o que renova o dilema de autoridades municipais e federais sobre o quão longe ir para combater o vírus. Autoridades federais disseram que agora a Ômicron responde por 73% de todos os casos novos --no início do mês eram menos de 1%.
Na segunda-feira, autoridades de saúde do Texas disseram que o Estado registrou o que a rede ABC News noticiou que se acredita ser a primeira morte relacionada à Ômicron de que se tem conhecimento no país.
A variante altamente contagiosa foi detectada primeiramente no mês passado no sul da África e em Hong Kong, já tendo se propagado por todo o globo e sido relatada em 89 países, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) no sábado.
Filas para exames de Covid-19 davam voltas no quarteirão em Nova York, Washington D.C. e outras cidades dos EUA no final de semana, já que as pessoas estavam ansiosas para saber se estão infectadas antes de comemorar as festas com os familiares.
"A realização de exames neste país está muito melhor do que era, mas há mais a se fazer e estamos agindo agora", disse o funcionário governamental a propósito dos 500 milhões de exames encomendados.
Os exames gratuitos federais se somam a uma plano para fazer com que planos de saúde ofereçam exames gratuitos para os norte-americanos segurados que também se espera ter início em janeiro.
0 comentário
Trump diz que EUA ficarão satisfeitos se Irã concordar em não possuir armas nucleares
Nasdaq lidera as perdas nas ações, com petróleo e custos de financiamento no foco
Trump suspende ataque ao Irã enquanto negociações continuam
Ibovespa fecha abaixo dos 177 mil pontos pressionado por Vale
Brasil pode realocar fluxos de exportações do agro em meio a acordo EUA-China
Dólar volta a fechar abaixo de R$5,00 após Trump adiar ataque contra o Irã