Novo parecer do Orçamento prevê espaço fiscal de R$ 113 bi em 2022, acima do previsto pelo governo
![]()
O novo relatório do Orçamento de 2022 a ser votado no Congresso prevê que, após a aprovação das emendas constitucionais que alteraram a forma de pagamento dos precatórios, será criada uma margem fiscal para o próximo ano de 113,1 bilhões de reais, valor superior aos 106 bilhões de reais que o governo federal vinha prevendo.
"Considerados os efeitos das mencionadas emendas constitucionais, criou-se margem fiscal total da ordem de R$ 113,1 bilhões, sendo R$ 110,0 bilhões no âmbito do Poder Executivo", diz o parecer do relator do Orçamento, deputado Hugo Leal (PSD-RJ).
"Cumpre ressaltar que esse espaço orçamentário permitiu a alocação das dotações necessárias para viabilizar a ampliação do Programa Auxílio Brasil, que poderá beneficiar cerca de 17,9 milhões de famílias brasileiras em situação de pobreza e de extrema pobreza, além de aportes adicionais para as áreas de saúde, previdência e assistência social", acrescenta o relatório.
A última versão do parecer, concluído nesta segunda-feira, prevê também que serão pagos no próximo ano, sujeito ao teto de gastos, 45,6 bilhões de reais referentes às despesas decorrentes de sentenças judiciais, o que "possibilitou a abertura de espaço fiscal de 43,5 bilhões reais relativo ao teto de gastos do Poder Executivo".
A votação do relatório final, que estava prevista para ocorrer às 10 horas desta segunda-feira pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), foi adiada para a terça-feira para que os parlamentares possam fazer ajustes ao texto.
REAJUSTE
O parecer do relator não contemplou o pedido do Ministério da Economia feito na semana passada para remanejar quase 2,9 bilhões de reais no Orçamento de 2022 com a finalidade de reajustar salários de algumas carreiras de servidores públicos.
O presidente Jair Bolsonaro sinalizou que gostaria de conceder aumento a categorias específicas, como policiais federais e policiais rodoviários federais.
O texto prevê que o salário mínimo no próximo ano ficará em 1.210 reais, acima dos 1.169 reais estipulados no projeto orçamentário enviado pelo governo ao Congresso em agosto. O valor maior reflete o aumento da estimativa para a alta do INPC em 2021. O índice de inflação é usado na correção do salário mínimo e seu número exato para o ano só será conhecido em janeiro.
QUESTIONAMENTOS
A presidente da CMO, senadora Rose de Freitas (MDB-ES), disse que o adiamento da votação do Orçamento para terça-feira é para se buscar resolver questionamentos técnicos quanto ao parecer do relator, destacando que não há contestações contra a posição dele.
Rose citou, por exemplo, que parlamentares querem o retorno de orçamento para a educação ao patamar de 2019 e que também não há consenso sobre o valor do fundo eleitoral para o próximo ano --há quem deseja reduzir o valor de 5,7 bilhões de reais e o parecer prevê 5,1 bilhões para essa rubrica.
O relatório final do relator do Orçamento do próximo ano, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), de 2.446 páginas, só foi disponibilizado no início da manhã desta segunda.
A expectativa inicial era que o parecer fosse votado na CMO pela manhã e à tarde, no plenário do Congresso Nacional. Agora esse calendário deve ficar para a terça-feira.
Estão previstas reuniões internas da comissão na tarde desta segunda para buscar o entendimento dessa e outras questões.
0 comentário
Trump diz que EUA ficarão satisfeitos se Irã concordar em não possuir armas nucleares
Nasdaq lidera as perdas nas ações, com petróleo e custos de financiamento no foco
Trump suspende ataque ao Irã enquanto negociações continuam
Ibovespa fecha abaixo dos 177 mil pontos pressionado por Vale
Brasil pode realocar fluxos de exportações do agro em meio a acordo EUA-China
Dólar volta a fechar abaixo de R$5,00 após Trump adiar ataque contra o Irã