Senado dos EUA aprova projeto de lei para evitar paralisação do governo
![]()
Por Richard Cowan e Susan Cornwell
WASHINGTON (Reuters) - Controlado pelos democratas, o Senado dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei na quinta-feira para financiar o governo até meados de fevereiro, evitando o risco de uma paralisação depois de superar uma tentativa de alguns republicanos de adiar a votação para protestar contra exigências de vacinação.
A votação de 69 votos contra 28 mantém o financiamento do governo nos níveis atuais até 18 de fevereiro e dá ao presidente democrata Joe Biden bastante tempo para assinar a medida antes de a subvenção acabar à meia-noite desta sexta-feira.
O Senado agiu poucas horas depois de a Câmara dos Deputados aprovar a medida por um placar de 221 votos a 212 com o apoio de somente cinco republicanos.
O Congresso enfrenta outro prazo urgente logo em seguida. O governo federal está se aproximando de seu limite de empréstimo de 28,9 trilhões de dólares, que o Departamento do Tesouro estima atingir até 15 de dezembro. Não prorrogar ou elevar o limite a tempo poderia provocar um calote economicamente catastrófico.
"Estou feliz que, no final, cabeças frias tenham prevalecido. O governo continuará aberto e agradeço aos membros da Casa por nos afastarem do precipício de uma paralisação evitável, desnecessária e custosa", disse o líder da maioria democrata do Senado, Chuck Schumer, a respeito do acordo acertado com republicanos para abrir caminho à aprovação do projeto de lei.
A votação encerrou semanas de suspense para se descobrir se Washington poderia mergulhar em uma paralisação do governo em um momento no qual autoridades temem que a variante Ômicron da Covid-19 potencialmente perigosa se alastre pelo país depois de ser descoberta na África do Sul.
Tal paralisação poderia ter forçado a dispensa de parte dos funcionários governamentais das áreas médica e de pesquisa.
Os democratas do Senado derrotaram uma iniciativa de um punhado de republicanos conservadores de incluir uma emenda que teria impedido o cumprimento de exigências de vacinação contra o coronavírus determinadas por Biden a muitos trabalhadores norte-americanos.
Mais cedo, os senadores republicanos Mike Lee, Ted Cruz e Roger Marshall haviam aventado a possibilidade de o governo paralisar parcialmente durante o final de semana enquanto o Senado avançava lentamente rumo a uma eventual aprovação.
"Não é trabalho do governo, não é da autoridade do governo dizer às pessoas que elas precisam se vacinar e que, se não se vacinarem, serão demitidas. É errado. É imoral", disse Lee antes da derrota da emenda.
(Reportagem adicional de Moira Warburton, Doina Chiacu, David Morgan e Susan Heavey)
0 comentário
Chefes de Finanças do G7 dizem que é preciso reabrir Estreito de Ormuz e resolver desequilíbrios em contas correntes
Dólar sobe ante o real na abertura sob influência do exterior
Minério de ferro amplia perdas após China revelar controle mais rígido da capacidade siderúrgica
Ações da China sobem com otimismo IA compensando preocupações com títulos
Trump diz que EUA ficarão satisfeitos se Irã concordar em não possuir armas nucleares
Nasdaq lidera as perdas nas ações, com petróleo e custos de financiamento no foco