Risco de transição para mundo mais sustentável parece muito mais difícil, diz Campos Neto
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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta sexta-feira que o risco de transição para um mundo mais sustentável parece muito mais difícil e avaliou que esse processo será duro.
Ao participar de seminário sobre sustentabilidade promovido por comissões do Senado Federal e da Câmara dos Deputados em Lisboa, Portugal, ele também afirmou que, contribuindo para a alta da inflação, o volume de investimento em energias sujas caiu num momento em que, por conta da pandemia, houve mudança da demanda para consumo de bens em detrimento de serviços, sendo que a produção de bens necessita de muito mais energia elétrica.
Campos Neto ressaltou ainda que quando a transição para o mundo mais sustentável começar a bater no preço de alimentos e de energia, como está ocorrendo agora, "obviamente governos vão se questionar".
O presidente do BC também voltou a defender que a melhor forma de alocar recursos para projetos de sustentabilidade e de energia limpa é por meio do mercado de carbono e criticou propostas que envolvam a tributação das emissões de carbono.
"A gente está ouvindo muito falar sobre imposto de carbono. Achar que governos alocam recursos melhor que o mercado é um erro, nós sabemos disso muito bem no Brasil. Então nós não podemos cair nessa armadilha de imposto de carbono aqui e ali, se o mercado vai de fato funcionar é o mercado de crédito de carbono", afirmou.
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