Dólar acelera alta e flerta com R$5,69 de olho em Bolsonaro e PEC dos Precatórios
![]()
Por Luana Maria Benedito
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar ampliava os ganhos contra a moeda brasileira nesta segunda-feira e chegou a flertar com a marca de 5,69 reais nas máximas do dia, com participantes do mercado elevando a busca por segurança após comentários do presidente Jair Bolsonaro sobre os preços dos combustíveis, em meio ainda a incertezas sobre a PEC dos Precatórios.
Às 12:35, o dólar avançava 0,64%, a 5,6782 reais na venda, e foi a 5,6892 reais no pico da sessão, alta de 0,84%.
Bolsonaro disse nesta segunda-feira, durante visita à Itália, que o governo federal estuda utilizar dividendos da Petrobras para abater o preço do diesel, afirmando que um novo reajuste nos preços dos combustíveis não poderia acontecer.
Os investidores estavam atentos ainda no noticiário em torno da PEC dos Precatórios, cuja aprovação é crucial para que o governo federal consiga abrir espaço fiscal para promover Auxílio Brasil no valor de 400 reais por família.
A PEC tem enfrentado resistência de parlamentares, e adiamentos em sua votação no Congresso levantam temores sobre o que o governo fará caso a proposta não seja aprovada.
"O tom é certamente de cautela para esse início de semana nos mercados", disseram analistas da Levante Investimentos em nota. "Existem riscos relevantes para a matéria (PEC dos Precatórios) e uma alternativa para sustentar os gastos pretendidos pelo governo, em 2022, poderia ser ainda mais danosa para o futuro fiscal do país."
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse no domingo que o governo não trabalha com outra solução que não a PEC dos Precatórios para viabilizar o Auxílio Brasil de 400 reais.
0 comentário
Dia do Agro: bancada articula avanço de projetos estratégicos para o setor produtivo
Dólar à vista fecha em alta de 0,86%, a R$5,0416 na venda
Ibovespa recua com exterior desfavorável e pesquisa eleitoral no radar
Vice-presidente dos EUA diz que houve "muito progresso" nas negociações com Irã
PL do Endividamento deverá ser votado nesta 4ª (20) no Senado como primeiro item da pauta
Trump diz que EUA podem atacar Irã novamente, mas que Teerã quer acordo