BC japonês deve contrariar tendência global de alta de juros e cortar estimativa para inflação
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O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) deve manter seu massivo programa de estímulo na próxima quinta-feira e reduzir a previsão de inflação deste ano, em um sinal de que não tem intenção de seguir outros bancos centrais no processo de saída de política monetária do modo crise.
Embora o aumento dos preços das matérias-primas tenha empurrado a inflação no atacado do Japão para uma máxima em 13 anos, a inflação ao consumidor está estagnada em torno de zero, já que os débeis gastos domésticos impedem empresas de repassar os custos mais altos para as famílias.
A inflação anêmica e a recuperação ainda frágil do Japão darão ao BoJ razão suficiente para manter sua meta para as taxas de juros de curto prazo em -0,1% e para os rendimentos dos títulos de dez anos em torno de zero em sua reunião de política monetária de dois dias, que termina na quinta-feira.
Em novas projeções trimestrais, o BoJ cortou as estimativas de crescimento e inflação deste ano, mas manteve previsão de recuperação moderada, disseram fontes à Reuters.
"Globalmente, os bancos centrais estão mudando para responder ao aumento da inflação com alta das taxas de juros. Mas é difícil ver o BoJ se tornando 'hawkish' (mais duro na política monetária)", em parte porque a inflação de custos sozinha não vai sustentar a convergência da inflação à meta de 2%, disse Hiroshi Ugai, economista-chefe para o Japão da JPMorgan Securities.
Os mercados estão voltados para se o presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, emitirá algum alerta contra a recente fraqueza do iene --que dá impulso às exportações, mas aumenta os já elevados custos de importação para varejistas que ainda se recuperam da dor da pandemia.
A taxa de câmbio do dólar contra o iene ainda está abaixo do nível 125 por dólar visto por analistas como a linha de corte para Kuroda. Mas a taxa efetiva real do iene cai cerca de 4,7% neste ano, para 70,4 por dólar em setembro, mostraram dados do BIS, ressaltando o poder de compra cada vez menor no Japão.
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