Política monetária mais dura não impediria alta do dólar frente ao real, diz Morgan Stanley
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Por José de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - Um Banco Central mais duro na política monetária não seria suficiente para reverter a direção de alta do dólar contra o real neste momento, avaliou o Morgan Stanley em nota na qual recomendou posicionamento no mercado de opções tendo como barreira dólar de 5,90 reais.
Para o banco norte-americano, uma guinada "hawkish" (para uma política monetária mais restritiva) é uma condição necessária para ajudar a conter parte da volatilidade no câmbio, particularmente porque os preços dos ativos sugerem que o mercado atualmente vê o Bacen como a principal âncora para a estabilidade financeira.
"No entanto, embora uma aceleração no ritmo de aumentos dos juros limitasse parte da potencial performance mais fraca do câmbio, não vemos isso como suficiente para reverter a trajetória de alta do dólar ante o real", disseram profissionais do banco em relatório.
O BC decide o rumo da Selic na próxima semana.
"Notamos que as manchetes recentes apontam mais ruído fiscal à frente, como detalhes em torno da implementação do programa Auxílio Brasil a serem acertados entre governo e Congresso."
Assim, o Morgan recomenda posição em "knock-out calls" em opções de dólar/real para três meses ATMF (no dinheiro, ou seja, com preço do ativo objeto igual ou muito próximo ao do exercício). "Knock-out calls" envolvem uma estratégia de opção com barreiras --no caso, de 5,90 reais por dólar. Na prática, a recomendação indica percepção de que o dólar pode se aproximar desse patamar.
"É uma aposta com custo atraente numa trajetória de baixa do real nas próximas semanas", disseram os profissionais do Morgan. O dólar foi acima de 5,75 reais nesta sexta, nos picos desde abril.
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