Escassez de chips e furacão Ida derrubam produção manufatureira dos EUA em setembro
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A produção nas fábricas dos Estados Unidos caiu no ritmo mais acentuado em sete meses em setembro, já que a contínua escassez global de semicondutores deprimiu a produção de automóveis, mais uma evidência de que as restrições de oferta estão prejudicando o crescimento econômico.
A produção manufatureira do mês passado também foi prejudicada pelos efeitos persistentes do furacão Ida, que interrompeu severamente a produção nas minas.
Os dados do Federal Reserve, divulgados nesta segunda-feira, vêm na esteira de leitura da semana passada que mostrou avanço sólido da inflação em setembro.
Embora as vendas no varejo norte-americano tenham aumentado no mês passado, isso refletiu preços mais altos dos automóveis.
"Enquanto a disrupção causada pelo furacão e os efeitos climáticos desaparecerão, a escassez de mão de obra e produtos ainda está piorando, o que continuará pesando sobre a produção manufatureira nos próximos meses e trimestres", disse Michael Pearce, economista sênior da Capital Economics, em Nova York.
A produção manufatureira dos EUA recuou 0,7% no mês passado, maior queda desde fevereiro deste ano. Os dados de agosto foram revisados para baixo, agora em queda de 0,4%, em vez de alta de 0,2% relatada anteriormente. Economistas consultados pela Reuters previam avanço de 0,1% em setembro.
A produção nas montadoras despencou 7,2%, após queda de 3,2% em agosto. A escassez global de microchips está forçando cortes na produção de veículos. Também há falta de trabalhadores nos portos, o que está causando congestionamentos e atrasando a entrega de matérias-primas.
Excluindo automóveis, a produção manufatureira teve baixa de 0,3%. O Fed disse que os efeitos persistentes do furacão Ida, que devastou a produção "offshore" de energia dos EUA no fim de agosto, contribuíram com 0,3 ponto percentual para o recuo na produção no mês passado.
Com o declínio na produção de automóveis e produtos energéticos para consumo, a manufatura de bens de consumo cedeu 1,9% no mês passado. No entanto, houve aumentos na produção de metais primários e equipamentos elétricos e aparelhos e componentes, bem como móveis e produtos relacionados. A produção de bens não duráveis caiu 1,0%, com grandes perdas em produtos químicos, petróleo e carvão.
No geral, a manufatura avançou a taxa de 5,3% no terceiro trimestre, depois de crescer 5,0% nos três meses anteriores. A produção de veículos e peças se recuperou a uma taxa de 8,6% no trimestre, com os fabricantes deixando de realizar fechamentos anuais de fábricas para reequipamento durante o verão (no Hemisfério Norte) para gerenciar sua oferta de chips. A produção de automóveis havia despencado 24,6% no segundo trimestre.
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