Inflação argentina tem alta expressiva apesar de esforços para conter preços
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Por Walter Bianchi e Jorge Iorio
BUENOS AIRES (Reuters) - A taxa de inflação na Argentina voltou a disparar em setembro, para 3,5%, nível acima do esperado e que veio após meses de quedas, aumentando a pressão sobre o governo peronista que busca manter os preços baixos antes de importantes eleições de meio de mandato em novembro.
A alta mensal dos preços ao consumidor ficou acima da previsão mediana de 2,9% de analistas e da taxa de 2,5% registrada no mês anterior. A inflação atingiu 52,5% em 12 meses e chegou a 37% nos primeiros nove meses do ano.
A Argentina tem lutado há anos contra a inflação galopante, que corrói a poupança, a renda e o crescimento econômico. A inflação também está se elevando globalmente.
"Isso inverte a tendência de queda dos últimos meses que se baseava na âncora cambial e no controle de preços, mas que não mudou as coisas", disse Isaias Marini, economista da Econviews. "Esperamos que a inflação acelere nos próximos meses, encerrando o ano em mais de 51%."
O governo tomou medidas para controlar os preços. No início do ano, impôs um limite estrito às exportações de carne bovina para reduzir o custo doméstico da carne e, nesta semana, fechou um acordo para congelar o preço de alguns alimentos e produtos domésticos por 90 dias.
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