Alívio nos juros futuros e remédio contra Covid-19 permitem respiro do Ibovespa
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Por Aluisio Alves
SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa brasileira abriu o último trimestre de 2021 esboçando recuperação, apoiado no otimismo de agentes do mercado com a sinalização de autoridades monetárias de Brasil e de Estados Unidos que amenizaram temores de uma escalada maior dos juros para conter a inflação.
Além disso, o anúncio de resultados promissores de um remédio contra a Covid-19 também alimentou otimismo nas bolsas, empurrando o Ibovespa, que fechou o dia em alta de 1,73%, aos 112.899,64 pontos. Na semana, porém, o índice caiu 0,34%. Na véspera, cravou o terceiro mês seguido de perda. O giro financeiro da sessão somou 30,2 bilhões de reais.
Nos Estados Unidos, outro membro do Federal Reserve, a presidente da autoridade em Cleveland, Loretta Mester, reforçou a visão de que o Fed só deve subir juro no fim de 2022.
No Brasil, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a curva de juros está mais inclinada do que o normal por conta de incertezas fiscais, o que foi lido como sinal de que, levando em conta somente o cenário econômico, há um prêmio na curva e espaço para uma correção, afirmou Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.
Com isso, ações de empresas de alto crescimento e das ligadas a consumo e construção, que sofrem mais num ambiente de juros em elevação, se recuperaram.
Em outra frente, a Merck afirmou que uma droga experimental contra Covid-19 reduziu à metade a chance de hospitalização ou morte de pacientes de desenvolver doenças graves.
Além disso, uma bateria de anúncios de empresas domésticas, envolvendo MRV, Banco Inter e Ultrapar repercutiu positivamente nas ações.
DESTAQUES
- BANCO INTER UNIT teve acréscimo de 9,54%, após o banco digital ter anunciado que antecipará para a próxima segunda-feira a divulgação de prévia do terceiro trimestre. O papel acumulou perda de 45% desde a máxima em julho, em meio à piora do mercado e especulações de que o banco faria provisão extra para perdas, o que o Inter negou nesta semana.
- DEXCO ganhou 6,36%, após o Credit Suisse ter elevado o preço-alvo do papel, de 27 para 30 reais. Durante a semana, executivos da companhia citaram cenário otimista para os negócios da companhia neste ano e em 2022, apesar da alta dos juros.
- MRV avançou 3,1%. A construtora anunciou na véspera após o fechamento do mercado que concluiu a venda de um empreendimento na Flórida por 123 milhões de dólares em Valor Geral de Venda (VGV).
- ALLIAR teve incremento de 7,45%. A empresa de diagnósticos médicos anunciou pela manhã a renuncia de Fernando Terni como diretor-presidente, função que será acumulada por Ricardo Dupin, vice-presidente de operações. FLEURY e DASA, potenciais concorrentes a comprar a Alliar, caíram 2,12% e 2,25%, respectivamente.
- PETROBRAS teve avanço de 2,8%. A empresa afirmou que recebeu ofertas pelos campos de Albacora e Albacora Leste, com lances que podem superar 4 bilhões de dólares para ambos os ativos. E que mantém o plano de venda integral de sua fatia na petroquímica Braskem.
- SANTANDER BRASIL evoluiu 4%, puxando a fila da recuperação entre os grandes bancos. ITAÚ UNIBANCO cresceu 2,6%, enquanto BRADESCO foi elevado em 2,5%.
- JBS caiu 1,97%. Pela manhã, chegou a subir após ter anunciado que o BNDESPar cancelou o processo de venda das ações da companhia.
- Fora do índice, ONCOCLÍNICAS disparou 9,4%, após anunciar acordo vinculante para compra de 100% da rival menor Unity numa operação de cerca de 1,1 bilhão de reais.
- BIOMM acelerou 5,5%. A empresa assinou acordo com a CanSino para fornecimento da vacina contra Covid-19 Convidecia no Brasil.
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