Ibovespa tem recuperação leve, mas investidor segue atento à China
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Por Aluisio Alves
SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice de ações brasileiras tinha leve reação nesta terça-feira, após cinco sessões no vermelho, com investidores fazendo compras pontuais enquanto seguiam atentos a um possível calote no setor imobiliário da China e esperavam por novos passos na política monetária de Brasil e Estados Unidos.
Às 12:30, o Ibovespa tinha valorização de 0,62%, aos 109.518,38 pontos. O giro financeiro do dia somava 10,6 bilhões de reais.
Nas cinco sessões até a véspera, o índice acumulou perda de 6,5%, refletindo sobretudo o receio de que um calote da gigante chinesa Evergrande em investidores deflagre uma crise no setor imobiliário do país e, consequentemente, abale a recuperação da economia global, já frágil devido a novas ondas de Covid-19 e de espasmos da inflação.
Profissionais do mercado seguem tentando mensurar eventuais desdobramentos de um calote sobre o setor que responde por cerca de um quarto do PIB chinês e sobre companhias brasileiras que exportam para aquele mercado, como Vale.
"Desnecessário dizer que falhamos em mapear corretamente todos os riscos e a extensão dos danos recentemente", escreveu o BTG Pactual em nota a clientes, prevendo que autoridades da China tenderiam a evitar uma crise total, mas que "ainda há dúvidas sobre o momento e a magnitude da interferência".
As ações ligadas ao setor de aço no Brasil seguiam fora das que exibiam recuperação nesta terça-feira, descolando de papéis de grandes bancos e de outras empresas de consumo doméstico. Anúncios corporativos também permitiam recuperações pontuais.
Mas a reação das ações era limitada entre outros fatores pela expectativa por anúncios sobre política monetária, ambos na quarta-feira. Nos Estados Unidos, um comitê do Federal Reserve deve atualizar o mercado sobre a desmontagem de um programa de compra de títulos que tem ajudado a economia a se recuperar dos efeitos da pandemia.
Por aqui, a aposta majoritária é de que o comitê de política monetária do Banco Central eleve a taxa básica de juro em 1 ponto percentual, para 6,25% ao ano, além de indicar novos passos nesse sentido para tentar conter a inflação.
DESTAQUES
- CVC subia 3,2%, após a companhia de turismo ter revelado pela manhã dados operacionais e financeiros relativos a agosto.
- VIA ganhava 6,3%, após a dona da rede Casas Bahia ter informado que superou no início deste mês 100 mil vendedores terceiros em sua plataforma online.
- GOL, que anunciou acordo com a Avolon para operar 250 aeronaves elétricas de decolagem e pouso verticais em 2025, subia 3,3%.
- BRADESCO subia 2%, liderando uma recuperação parcial entre ações de grandes bancos. ITAÚ UNIBANCO evoluía 0,7%.
- PETROBRAS tinha recuperação, subindo 1,4% em dia de novas quedas nas cotações dos preços do barril do petróleo.
- VALE recuava 0,2%, refletindo a tensão continuada com uma possível crise no setor imobiliário da China. Na mesma direção, CSN perdia 3,1%, enquanto USIMINAS tinha baixa de 2,8%.
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