Dólar desce a R$5,14 com ampla fraqueza da moeda no exterior antes de "payroll"
![]()
As vendas que apareceram no meio da manhã derrubaram o dólar nesta quinta-feira para cerca de 5,14 reais na mínima do dia, com as operações domésticas captando a trajetória de queda da moeda no exterior conforme investidores se preparam para um relatório de empregos nos EUA eventualmente mais fraco.
As atenções estão voltadas para esse documento desde o começo da semana, uma vez que os números podem mexer consideravelmente com expectativas do mercado sobre o momento em que o banco central dos EUA pode começar a cortar estímulos monetários. O "payroll" será divulgado na sexta-feira.
Esses estímulos, via compras mensais de 120 bilhões de dólares em títulos pelo Fed, na prática são sobra de liquidez que tem favorecido mercados de risco (como os emergentes) desde o ano passado, quando começou a pandemia de Covid-19. Uma redução das compras representaria menor liquidez disponível, efetivamente deprimindo novas ofertas de dólar e, assim, potencialmente elevando o preço da moeda.
Mas a expectativa é que o Fed ainda demore para anunciar o chamado "tapering", o que tem garantido nos últimos dias o clima favorável a ativos de risco, como o real e seus pares emergentes, em detrimento do dólar.
Às 12h49, a moeda norte-americana caía 0,44%, a 5,1607 reais, após descer a 5,1429 reais (-0,77%) na mínima.
Lá fora, o índice do dólar frente a uma cesta de moedas de países ricos recuava 0,23%, para os menores níveis em um mês. Divisas com alguma correlação com as matérias-primas lideravam os ganhos nesta quinta-feira, com destaque para as moedas da Nova Zelândia e da Colômbia (com altas de 0,5% cada) --que exportam produtos para a China.
O Brasil também tem na China importante comprador de suas exportações, compostas em boa parte de matérias-primas, cujo índice voltou a subir nas últimas sessões e já está a cerca de 1,5% das máximas desde julho de 2015, alcançadas em torno de um mês atrás.
"Nossas previsões relativamente 'dovish' (que contemplam estímulos monetários) para o Fed, combinadas com o elevado 'valuation' (uma medida de avaliação de preço) do dólar e uma economia global em recuperação, sustentam nossa visão estruturalmente pessimista acerca da moeda", disse o Goldman Sachs em nota.
"Com a última onda de surtos da Covid possivelmente atingindo o pico, o dólar pode começar a se enfraquecer novamente contra pares cíclicos, mesmo que leve mais tempo para os mercados colocarem nos preços aumentos iniciais das taxas de juros do Fed."
(Por José de Castro)
0 comentário
Jovem Pan: Gabinete de Mendonça diz que Vorcaro pediu depoimento por estar sendo ameaçado
Dólar cai por terceira sessão seguida após Flávio se aproximar de Lula em pesquisa
Ibovespa salta quase 3% com expectativa sobre eleição e fluxo estrangeiro
Taxas dos DIs fecham em baixa após pesquisa indicar distância menor entre Lula e Flávio
Atividade econômica aumentou e preços subiram moderadamente nos EUA nas últimas semanas, mostra pesquisa do Fed
Dívida dos EUA supera US$40 tri a despeito de promessas de austeridade fiscal de Trump