Dólar tem queda ante real com percepção de ambiente doméstico oportuno
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O dólar apresentava queda contra o real nesta sexta-feira e caminhava para encerrar a semana em baixa, com a percepção de um cenário doméstico favorável para a moeda brasileira voltando a compensar temores sobre uma possível redução de estímulos nos Estados Unidos.
Às 10:26, o dólar recuava 0,24%, a 5,1050 reais na venda, enquanto o principal contrato de dólar futuro caía 0,33%, a 5,106 reais.
Se mantiver esse comportamento até o fim do pregão, a moeda norte-americana spot deve registrar queda de aproximadamente 3% contra o real no acumulado da semana.
Marcos Weigt, head de tesouraria do Travelex Bank, explicou à Reuters que "os fundamentos brasileiros continuam bons para a moeda brasileira: temos termos de troca positivos, o que gera fluxos de entrada no mercado local".
Vários investidores têm apontado para a alta recente nos preços das commodities, bem como sinais de retomada da economia doméstica e a perspectiva de uma taxa Selic mais alta, como fator de impulso para o real frente ao dólar.
Recentemente, ajustes nas novas propostas de tributação do governo também têm beneficiado os ativos domésticos, segundo analistas.
Enquanto isso, disse Weigt, os investidores também estavam atentos à aproximação do recesso do Congresso Nacional, que começará oficialmente no dia 18 de julho, após a aprovação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022.
"A gente pode ter período mais calmo na política com o recesso parlamentar", disse ele.
No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de pares fortes tinha leves ganhos nesta manhã, embora a moeda norte-americana recuasse contra rand sul-africano, peso mexicano e lira turca, divisas consideradas arriscadas.
Na quarta-feira, ativos emergentes de todo o mundo apresentaram perdas, em meio a dúvidas crescentes sobre a trajetória de inflação dos Estados Unidos.
Embora o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, tenha prometido "apoio poderoso" para ajudar na recuperação econômica dos EUA repetidas vezes, definindo as pressões inflacionárias como transitórias, dados recentes apontam para preços cada vez mais altos na maior economia do mundo.
Caso o banco central norte-americano decida adotar uma postura mais dura para conter a inflação, reduzindo seu estímulo e elevando os juros mais cedo do que o esperado, os mercados financeiros de países emergentes podem sofrer com o redirecionamento de recursos para os Estados Unidos.
A moeda norte-americana fechou a 5,1175 reais para venda na sessão anterior, alta de 0,63%.
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