BC considerou acelerar alta de juros na semana passada

O Comitê de Política Monetária (Copom) avaliou a possibilidade de acelerar a alta dos juros em sua reunião da semana passada, mas entendeu que seria mais adequado manter o ritmo de aperto de 0,75 ponto percentual, com a indicação de um aperto maior no encontro seguinte, mostrou a ata da reunião divulgada nesta terça-feira.
O colegiado avaliou que essa estratégia teria a vantagem de dar mais tempo para o Copom acumular informações sobre a evolução dos preços mais inerciais, em meio à recuperação do setor de serviços, e também do comportamento das expectativas de inflação.
O Copom também chamou a atenção, nesse contexto, para a importância de "esclarecer a distinção entre transparência sobre as projeções condicionais e intenções invariantes de política monetária".
O colegiado frisou que o compromisso "inequívoco" do BC é com a convergência da inflação para o horizonte relevante e que os passos para se alcançar esse objetivo são ajustados de acordo com as informações que se tornam disponíveis.
"Desse modo, indicações sobre a trajetória futura dos juros, sejam para a próxima reunião ou para o patamar final, são elementos úteis para a compreensão da função de reação da política monetária", disse o Copom na ata.
"As informações obtidas no período entre as reuniões do Copom modificam as hipóteses presentes no cenário básico e no balanço de risco, e naturalmente alteram a trajetória futura dos juros."
O Copom levou a taxa Selic a 4,25% em reunião encerrada na última quarta-feira e indicou a intenção de levar os juros a patamar considerado neutro à frente.
0 comentário
S&P 500 e Nasdaq caminham para forte queda semanal com recuo das ações de chips
Irã reafirma direito de controlar navegação no Estreito de Ormuz após navio ser atingido perto de Omã
Empresários veem inflação maior em 2026 e 2028, e pessimismo com economia cresce, mostra pesquisa do BC
Ibovespa recua na abertura com blue chips
Dólar oscila perto da estabilidade após leilões do BC
Desemprego no Brasil fica em 5,6% no trimestre até maio, nível mais baixo para o período