Orçamento de defesa dos EUA visa conter China e dá aumento de 2,7% a militares

Por Mike Stone
WASHINGTON (Reuters) - O orçamento de 715 bilhões de dólares do Departamento de Defesa do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, inclui um aumento de salário de 2,7% para os militares e redireciona bilhões em gastos de sistemas antigos para ajudar a financiar a modernização do arsenal nuclear de forma a conter a China.
O pedido de gastos com defesa para o ano fiscal de 2022, que foi enviado ao Congresso nesta sexta-feira, investe em prontidão das tropas, espaço, na Iniciativa de Dissuasão do Pacífico --que visa ser uma contraposição à presença militar chinesa crescente na Ásia--, e na tecnologia de armas nucleares.
A solicitação orçamentária compraria navios de guerra e jatos e pagaria manutenção e salários. Um valor adicional de 38 bilhões de dólares está contingenciado para programas relacionados à defesa do FBI, do Departamento de Energia e outras agências, elevando o orçamento de segurança nacional a 753 bilhões, um aumento de 1,7% em relação à cifra de 2021.
Também há fundos para mais desenvolvimento e testes de armas hipersônicas e outros sistemas da "próxima geração" agora que os militares almejam produzir recursos para se contraporem à Rússia e à China.
Pedidos de orçamento presidenciais, inclusive aquele para os militares, costumam ser o ponto de partida de negociações com o Congresso, que é quem decide como os fundos são usados.
O aumento de salário proposto para funcionários militares e civis do Departamento de Defesa vem na esteira de uma elevação de 3% no ano fiscal de 2021, que termina em 30 de setembro.
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