Biden vai pressionar empresas a pagar nível "aceitável" de imposto

Por Trevor Hunnicutt
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai fortalecer os argumentos para sua nova proposta de gastos de mais de 2 trilhões de dólares em um discurso nesta quarta-feira, desafiando opositores ao plano e à elevação de impostos para financiá-lo.
Biden enfrenta forte oposição de republicanos, empresas e até mesmo alguns integrantes de seu próprio Partido Democrata aos elementos-chave da proposta apresentada por ele há uma semana. O plano precisa ser aprovado pelo Congresso para se tornar realidade.
O presidente tentará colocar esses oponentes na defensiva em um discurso em que "desafiará os críticos a explicar por que é aceitável que 91 das maiores corporações tenha pagado zero em impostos federais em 2019 ou definirá quais partes desse pacote não valem a pena", de acordo com um funcionário da Casa Branca que fez uma prévia dos comentários de Biden e que preferiu não ser identificado.
Biden fará o discurso no Eisenhower Executive Office Building, em frente à Casa Branca.
O presidente planeja uma série de investimentos ao longo de oito anos em gastos com estradas e pontes, reforma de casas, expansão do acesso à internet banda larga, cuidados com os idosos, fortalecimento do setor manufatureiro local e construção de ferrovias de alta velocidade.
A maior parte do financiamento para a proposta viria de um aumento acentuado na alíquota do imposto corporativo para 28%, ante taxa de 21% definida pelo projeto de lei fiscal de 2017 do então presidente Donald Trump.
O plano de Biden também aumenta tributos sobre os lucros das empresas no exterior e introduz um novo imposto mínimo sobre alguns tipos de dividendos.
Nesta quarta-feira, o Departamento do Tesouro divulgou detalhes dos componentes fiscais da proposta, incluindo planos para reforçar auditoria e fiscalização, que, segundo o Tesouro, gerariam arrecadação de 2,5 trilhões de dólares em 15 anos.
"As maiores empresas do mundo, incluindo a Amazon--, elas usaram várias brechas para não pagar um único centavo em imposto de renda federal", disse Biden ao apresentar o plano. "Eu não quero puni-las, mas isso é simplesmente errado."
O CEO da Amazon.com Inc, Jeff Bezos, disse na terça-feira apoiar o aumento da alíquota de imposto corporativo nos EUA como parte de um plano para reformar a infraestrutura do país. Mas a declaração, cuidadosamente redigida, não chegou a endossar todo o espectro dos objetivos fiscais e de gastos de Biden.
O lobby empresarial e os republicanos têm sido bastante críticos à proposta. A Câmara de Comércio dos Estados Unidos, o maior grupo empresarial do país, chamou no mês passado o aumento proposto por Biden nos impostos corporativos de "perigosamente equivocado" e alertou que ele "desaceleraria a recuperação econômica e tornaria os Estados Unidos menos competitivos globalmente".
1 comentário
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Gilberto Rossetto Brianorte - MT
Os EUA decidiram usar o dinheiro dos impostos para fomentar a economia, com obras de infraestrutura que servem a todos. Já fizeram isso na crise de 2008 e se deram bem.... A fórmula brasileira pro Brasil sair da crise em 2008 (a marolinha) foi investir em funcionários públicos..., incharam a máquina estatal..., tanto que hoje não sobra absolutamente nada para investir em infraestrutura. A casta dos servidores federais, do Judiciário e do Ministério Público + inJustiça do Trabalho + Justiça Eleitoral, ganham salários impagáveis, custam o sangue do contribuinte... Ai pergunto: como o Brasil sairá do buraco se o maior investimento é em quem nada produz? Como competirá com os demais paises? Difícil!!!!!!
Pois é, Gilberto. Haverá respostas para esse problema que não passe por aquilo que chamam de "direito adquirido?.