Minério de ferro cai 5% na China com restrições ao aço e perspectiva de oferta

Os futuros do minério de ferro na China caíram para o menor nível em quatro semanas nesta quarta-feira, pressionados por medidas mais duras contra poluição no principal pólo siderúrgico de Tangshan, além de alívio em preocupações quanto à oferta da matéria-prima.
O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em maio, encerrou o pregão diurno em baixa de 5,2%, a 1.040,50 iuanes por tonelada (159,82 dólares), após ter recuado mais cedo ao menor nível desde 8 de fevereiro, a 1.022 iuanes.
Na bolsa de Cingapura, o primeiro contrato operava praticamente estável, a 157,60 dólares por tonelada após queda de 5,9% na véspera.
"A política de restrição à produção de alto-fornos na área de Tangshan se tornou mais rígida, mas prazo envolvido é relativamente curto, e o impacto na demanda por matérias-primas pode ser relativamente limitado", disseram analistas da Sinosteel Futures em nota.
O governo de Tangshan, na província de Hebei, ao norte do país, editou diversas regras de controle de emissões desde fevereiro, restringindo a operação de usinas siderúrgicas.
Do lado da oferta, persistentes preocupações com o fornecimento de minério de ferro foram aliviadas com um aumento nos estoques de produto importado nos portos chineses, que atingiram máxima de três meses de 129,50 milhões de tonelada na semana passada, segundo dados da SteelHome.
Os estoques de minério de ferro brasileiro na China subiram para uma máxima histórica, disse Robert Rennie, chefe de estratégia para mercados financeiro da Westpac na Austrália.
A oferta da Austrália também aumentou pela ausência de ciclones, segundo Erik Hedborg, analista da CRU em Londres.
No aço, o vergalhão para construção na bolsa de Xangai fechou em queda de 2,6%.
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