Área técnica da Anvisa recomenda aprovação do segundo pedido de uso emergencial da CoronaVac

Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA (Reuters) - A Gerência Geral de Medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou nesta sexta-feira a aprovação do segundo pedido de uso emergencial no Brasil da vacina da Sinovac contra a Covid-19, a CoronaVac.
A área técnica da Anvisa, entretanto, incluiu como condicionante que se monitore incertezas observadas pelo órgão regulador na análise dos estudos do imunizante realizados pelo Instituto Butantan.
O órgão regulador decide nesta sexta, em reunião extraordinária, sobre o segundo pedido feito pelo Butantan para o uso emergencial da CoronaVac, desta vez para 4,8 milhões de doses do imunizante envasadas no Brasil.
No domingo, a Anvisa havia aprovado o uso emergencial de 6 milhões de doses da CoronaVac que foram importadas prontas da China pelo Butantan. A vacina tem sido aplicada no país desde então.
"A nossa recomendação tem por base o fato de que essa vacina se utiliza dos mesmos estudos clínicos e dos mesmos parâmetros de segurança e eficácia que foram discutidos no domingo", disse o gerente geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes.
A agência reguladora está avaliando o pedido de uso emergencial para as doses que foram envasadas pelo Butantan a partir de insumos importados da China. Segundo o instituto, se forem aprovadas na sexta, as vacinas serão disponibilizadas ao Ministério da Saúde na próxima semana.
A CoronaVac é a única vacina disponível até o momento para uso no Brasil, uma vez que houve atraso para a chegada de 2 milhões de doses da vacina Oxford-AstraZeneca produzidas pela Índia. Previstas para a semana passada, as doses agora devem chegar nesta sexta.
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