São Martinho encerra safra 2020/21 com moagem 3% abaixo da projeção após seca

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo São Martinho anunciou nesta quarta-feira o encerramento do período de moagem de cana-de-açúcar para a safra 2020/21, com queda de 2,9% em relação às projeções da companhia, em função da seca ocorrida nas regiões produtoras.
Foram processados 22,5 milhões de toneladas de cana, ante guidance divulgado em junho de 23,2 milhões, considerando cenário de mix de produção máximo para o açúcar, disse a São Martinho em fato relevante.
"O volume de cana processada foi inferior em 2,9% comparado às estimativas iniciais, em decorrência do clima mais seco observado ao longo da safra 2020/21", disse a empresa.
"No entanto, o ATR médio se apresentou 5,6% superior ao inicialmente previsto, resultando no aumento de 2,3% no volume total de ATR produzido", pontuou a companhia sobre a elevação no nível de concentração de açúcares na matéria-prima, que chegou a 145,7 kg por tonelada.
A produção de açúcar alcançou 1,483 milhão de toneladas, volume próximo da estimativa de 1,49 milhão, enquanto a fabricação de etanol superou a meta em 5%, a 1,018 bilhão de litros.
A São Martinho também destacou que 47% da cana foi destinada para a fabricação de açúcar e 53% para etanol.
Considerando os estoques dos produtos registrados em setembro, e o volume de produção realizada, entre outubro/2020 e dezembro/2020, a companhia disse que terá disponível para comercializar nos próximos trimestres 710 mil toneladas de açúcar e 667 milhões de litros de etanol.
(Por Nayara Figueiredo)
0 comentário
Dólar tem mais longa sequência de altas do ano e atinge maior cotação desde final de março
Ibovespa recua e fecha semana com maior série de perdas diárias desde 2023
Taxas dos DIs sobem com aversão a risco no Brasil
Economistas veem déficit primário maior em 2026 e 2027 e dívida mais alta ano que vem, mostra Prisma
Corrida para resgatar sobreviventes leva esperança a local de terremoto na Colômbia
EUA elevam pressão sobre UE para que “cumpra” compromissos comerciais não tarifários