Preços do petróleo sobem após Trump declarar vitória antes do resultado em eleições

Por Noah Browning
LONDRES (Reuters) - Os preços do petróleo subiam mais de 2% nesta quarta-feira, após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump ter declarado vitória nas apertadas eleições americanas, cujos resultados finais ainda não estão claros, com milhões de votos para serem contados.
Uma vitória de Trump é vista como altista para o setor de petróleo devido a sanções sobre o Irã e seu apoio aos cortes de oferta liderados pelos sauditas na Opep para suportar os preços.
Em caso de o rival Joe Biden ser o vencedor, a visão do mercado seria baixista devido a suas políticas "verdes" e a um posicionamento mais leve em relação ao Irã.
O petróleo Brent subia 0,95 dólar, ou 2,39%, a 40,66 dólares por barril, às 8:02 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,88 dólar, ou 2,34%, a 38,54 dólares por barril.
Trump alegou falsamente que venceu após seu oponente Biden ter afirmado que estava confiante em levar a disputa, que não deve ser resolvida até que alguns Estados terminem de contar votos nas próximas horas ou dias.
"Isso (potencial vitória de Trump) é altista para o petróleo, uma vez que a Opep+ pode continuar cortando oferta sem medo de que a produção do Irã vá voltar ao mercado tão cedo", disse Bjarne Schieldrop, da SEB.
Os preços também tiveram apoio de notícias de que produtores da Opep e a Rússia estão considerando adiar um planejado aumento na oferta de petróleo da Opep+ a partir de janeiro, uma vez que a segunda onda de coronavírus tem impactado a recuperação da demanda por combustíveis.
0 comentário
Dólar zera perdas da manhã e fecha sessão estável no Brasil
Taxas curtas sobem e curva já precifica chance minoritária de alta da Selic em agosto
Governo deve se reunir em 15 dias para aumentar mistura de etanol na gasolina, diz Silveira
Ações fecham em baixa enquanto investidores avaliam riscos no Oriente Médio
Secretário de Energia dos EUA diz que tráfego por Ormuz está aumentando “de forma bastante significativa”
Durigan diz que “pautas-bomba” em discussão no Congresso podem tornar Brasil ingovernável