Europa precisa acelerar esforços na luta contra coronavírus, diz OMS

Por Stephanie Nebehay
GENEBRA (Reuters) - A Europa precisa de uma "aceleração séria" dos esforços na luta contra o coronavírus, e a falta de capacidade de rastreamento de contatos poderia levar a doença à escuridão no continente, disse uma importante autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira.
O quadro europeu é implacavelmente sombrio, à medida que uma série de países reportam altas recordes de casos, liderados pela França, que registrou mais de 50 mil novos caso diários pela primeira vez no último domingo, enquanto o total de mortes no continente ultrapassou a marca de 250 mil.
O continente, que compreende 46 países membros da OMS, representa 46% do número de casos globais e quase um terço das mortes, disse Mike Ryan, principal especialista em emergências da OMS.
"Atualmente estamos bem atrás do vírus na Europa, então, para passar à frente dele, precisamos acelerar seriamente no que vamos fazer", disse Ryan em entrevista coletiva.
A capacidade clínica para administrar os pacientes hospitalizados aumentou na Europa e o número de mortes é "muito, muito baixo", disse Ryan, fazendo reverência aos sistemas e profissionais de saúde.
"Mas estamos vendo um grande número de casos, estamos vendo a doença se espalhar, taxas de positividade muito, muito altas e uma capacidade cada vez menor de fazer qualquer tipo de rastreamento de contato, o que irá empurrar a doença para a escuridão", disse.
(Reportagem adicional de Michael Shields e Kate Kelland)
0 comentário
Dívida dos EUA ultrapassa marca de US$40 trilhões após dobrar nos governos Trump e Biden
Dólar fecha em queda no Brasil em linha com exterior após Tesouro dos EUA anunciar recompra de títulos
Ibovespa fecha em alta com alívio nos Tresuries e encerra maior série de perdas desde 2023
Taxas dos DIs fecham em queda após Tesouro dos EUA aumentar operações de recompra
UE prevê que situação do abastecimento de eletricidade seja crítica nas próximas semanas
Márcio Rosa indica que eventual reciprocidade do Brasil sobre EUA não seria aplicada neste ano