Preços do petróleo caem 3% com retomada de abastecimento nos EUA, Líbia e Noruega

Por Laura Sanicola
NOVA YORK (Reuters) - Os preços futuros do petróleo caíram cerca de 3% nesta segunda-feira, com o fim da força maior em um campo petrolífero da Líbia, o encerramento de uma greve norueguesa que havia afetado a produção e a restauração das operações americanas no Golfo dos EUA após o furacão Delta.
Os contratos futuros do Brent fecharam em queda de 1,13 dólar, ou 2,6%, a 41,72 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) recuou 1,17 dólar, ou 2,9%, para 39,43 dólares o barril.
A produção na Líbia, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), deve subir para 355 mil barris por dia (bpd) após o levantamento da força maior no campo petrolífero de Sharara no domingo.
O aumento da produção da Líbia representará um desafio para a Opep+ --um grupo formado pela Opep e aliados, incluindo a Rússia-- e seus esforços para conter o fornecimento para sustentar os preços.
Nos Estados Unidos, o furacão Delta, que gerou o maior golpe em 15 anos à produção de energia no Golfo do México --controlado pelos EUA-- na semana passada, foi rebaixado a um ciclone pós-tropical no fim de semana.
Os preços também foram pressionados por um salto nos novos casos da Covid-19, o que desencadeou mais bloqueios que afetam a demanda por petróleo.
As infecções estão em níveis recordes no Meio-Oeste dos EUA. Na Europa, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson anunciou novas medidas de lockdown contra o coronavírus e a Itália está preparando novas restrições em todo o país.
(Reportagem adicional de Bozorgmehr Sharafedin em Londres e Florence Tan em Cingapura)
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