Tesouro eleva teto da dívida pública em PAF a R$4,9 tri em 2020 por coronavírus

A dívida pública federal do Brasil deverá fechar 2020 entre 4,6 trilhões de reais e 4,9 trilhões de reais, banda revisada no Plano Anual de Financiamento (PAF) após patamar de 4,5 trilhões a 4,75 trilhões de reais estipulado antes, divulgou o Tesouro nesta sexta-feira (28).
Agora, o Tesouro prevê que o prazo médio da dívida pública passará a 3,5 a 3,8 anos, num encurtamento ante a faixa de 3,9 a 4,1 anos antes. O estoque de dívida com vencimento em 12 meses também foi modificado para 24% a 28%, de 20% a 23% na primeira versão do PAF.
Em relação à composição, o Tesouro alterou as bandas esperadas no ano para dois tipos de títulos. Para os prefixados, agora a perspectiva é que respondam por 30% a 34% da dívida pública federal, acima do patamar de 27% a 31% antes. Já para os papéis flutuantes, atrelados à Selic (LFTs), a participação foi diminuída a 36% a 40%, sobre 40% a 44% anteriormente.
"O inevitável aumento da necessidade de financiamento do governo federal ... representa o principal impacto para a dívida pública federal, em um ano marcado pela pandemia da Covid-19 e seus efeitos na economia brasileira", disse o Tesouro.
"A estratégia de financiamento do PAF, assim, se ajusta para comportar espaço para maior volume de emissões totais, levando ao deslocamento para cima dos limites indicativos para o estoque da dívida", acrescentou.
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