Homem do campo não parou de trabalhar na pandemia e índice de morte foi baixo, diz Bolsonaro

Por Ricardo Brito
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro exaltou nesta terça-feira o setor do agronegócio brasileiro como a "locomotiva da nossa economia" e disse que o homem do campo não parou de trabalhar durante a pandemia do novo coronavírus no país e que o índice de mortos neste grupo foi baixo.
"O homem do campo não parou de trabalhar, não teve lockdown, todos trabalharam e o índice de mortos foi o mais baixo de todos, levando-se em conta os demais setores", afirmou o presidente em discurso na cerimônia de inauguração da Estação Radar de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. O presidente entretanto, não apresentou dados que confirmassem esta afirmação.
O Mato Grosso do Sul, importante Estado agrícola, já registrou 37.425 casos e 640 mortes de Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde desta segunda-feira. O Brasil, como um todo, tem mais de 3 milhões de casos confirmados da doença e mais de 107 mil mortos.
Na presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que é deputada licenciada pelo Estado, o presidente elogiou a atuação dela na abertura de novas fronteiras para exportações agrícolas, disse que o Brasil ajuda na alimentação de 1 bilhão de pessoas no mundo e que se pode viver sem muita coisa, mas nunca sem comida.
"Nosso governo enfrentou essa questão da pandemia, logicamente tendo à frente uma das baluartes, a nossa querida ministra aqui do nosso querido Mato Grosso do Sul", elogiou ao se referir a Tereza Cristina.
Em uma cutucada indireta no ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que deixou o cargo em abril por divergências com o presidente, Bolsonaro disse que tem havido desde maio um recorde em apreensões de drogas e armas pela Polícia Rodoviária Federal e pela Polícia Federal. Disse que o radar inaugurado nesta terça poderia ajudar nessa tarefa.
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