S&P 500 completa recuperação após liquidação causada por Covid-19 e crava máxima recorde

O índice S&P 500 atingiu uma máxima recorde nesta terça-feira, completando sua recuperação diante do "crash" do mercado de ações após o início da crise do coronavírus em fevereiro.
O índice subiu para 3.394,99 pontos às 10h48, superando o nível de 3.393,52 atingido em 19 de fevereiro e ressaltando ainda mais a desconexão entre um rali nos mercados impulsionado por trilhões de dólares em estímulos de governo e a economia norte-americana, que foi atingida pela recessão.
O Nasdaq Composite, com forte peso de papéis do setor de tecnologia, foi o primeiro dos três principais índices de ações dos EUA a bater máximas recordes, em junho, à medida que investidores buscavam ações como Amazon.com e Netflix, vistas como vencedoras devido ao isolamento das pessoas em suas casas em meio à Covid-19.
O S&P 500, referência do mercado de ações dos EUA, demorou cerca de dois meses a mais para superar seu recorde, já que um salto nos casos de Covid-19 gerou temores sobre outra rodada de paralisações econômicas que prejudicaria novamente a atividade empresarial.
Às 11:21 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,33%, a 27.752 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,156121%, a 3.387 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,23%, a 11.155 pontos, depois de bater novo recorde mais cedo.
O S&P 500 se encontrava cerca de 55% acima das mínimas de março. O índice Dow Jones ainda estava cerca de 6% abaixo de suas máximas de fevereiro.
Dos 11 principais setores do S&P 500, o índice de tecnologia, que inclui ações de empresas como Apple e Microsoft, subia cerca de 25% neste ano, enquanto o índice de consumo discricionário, que inclui Amazon, acumulava salto de 22%.
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