Dólar tem alterações discretas antes da espera do Fed

O dólar operado entre pequenas e médias ante real nesta quarta-feira, dia da decisão de política monetária do Federal Reserve, com expectativa dos mercados do banco norte-americano central, mantendo sua postura acomodatícia na política monetária.
Às 13:01, o dólar recuava 0,11%, a 5,1515 reais na venda. Uma moeda oscila entre cerca de 0,81%, a 5.1155 reais, e alta de 0,11%, a 5.163 reais.
O principal contrato de dólar futuro estava em 5.1495 reais, praticamente estável, após um mínimo de 5.1160 reais.
Marcos Trabbold, operador de câmbio da B&T Corretora de Câmbio, disse à Reuters que, no meio doméstico mais calmo, "está no mundo dos olhos, acompanhando, aguardando uma decisão" do Federal Reserve, observando qualquer sinal de estímulo do banco norte-americano critério de impacto positivo sobre os mercados.
Na última reunião de dois dias, nesta quarta-feira, o Fed não deve anunciar uma grande mudança na sua política monetária. A expectativa é de que as autoridades sinalizem ou comprometam o Fed com medidas de estímulo, uma vez que os casos de coronavírus nos EUA tenham ocorrido recentemente, ameaçando a recuperação da maior economia do mundo.
Ainda nos EUA, o processo de negociação de um novo pacote de estímulo fiscal passava por dificuldades, com divergências entre o Congresso e a Casa Branca, levantando temores sobre o futuro do consumo no país, uma vez que o auxílio extraordinário do governo para desempregados expira na sexta-feira -feira.
No exterior, o índice de dólar frente a uma cesta de moedas caía 0,3%, depois de tocar novas mínimas em dois anos. Moedas emergentes e / ou correlacionadas às mercadorias tiveram desempenho misto.
No Brasil, os analistas citaram o impacto positivo dos dados do Caged, que já possuíam algum suporte real na sessão anterior, quando foram divulgados. O Brasil obteve 10.984 vagas de trabalho em junho, a pior comparação anual, mas desacelerou o ritmo de execução frente aos meses anteriores.
Segundo a XP Investimentos, o número superou as expectativas dos mercados e demonstrou o efeito de medidas para amenizar o impacto da pandemia no mercado de trabalho.
O Brasil é o segundo país do mundo mais afetado pela pandemia, atrás apenas dos Estados Unidos e registrado mais 40.816 casos de Covid-19 na terça-feira, chegando a um total de 2.483.191. Mesmo sem sinal de desaceleração significativa em casos e óbitos no país, grandes centros econômicos, como São Paulo, executa medidas de flexibilização das medidas de contenção da doença de modo a retomar a atividade econômica.
No ano de 2020, em meio aos efeitos econômicos da pandemia e um cenário de juros baixos, o dólar acumula salto de 28,4% em relação ao real, que tem o pior desempenho global no período.
Na véspera, o dólar negociado no mercado interbancário teve variação negativa de 0,02%, uma venda de 5.1552 reais.
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