Exterior mais negativo deve deixar nível de 100 mil pontos do Ibovespa para depois

A bolsa paulista mostrava fraqueza nos primeiros negócios desta terça-feira, após um começo de semana forte, em sessão de ajustes referendados pelo viés mais negativo nos mercados acionários no exterior.
Às 10:16, o Ibovespa caía 0,42%, a 98.524,78 pontos.
Na véspera, o índice fechou em alta de mais de 2% e no maior patamar em quatro meses, em meio a perspectivas positivas de recuperação econômica pós-Covid-19 e com intenso noticiário corporativo no país.
"Após um início impressionante da nova semana de negociação, os mercados de ações (no exterior) mostraram alguma consolidação na madrugada", observou o analista Milan Cutkovic, da AxiCorp.
"No entanto, o sentimento do mercado permanece positivo e ganhos adicionais parecem prováveis no curto prazo... Os participantes do mercado continuam otimistas de que o pior já passou", acrescentou, em nota a clientes. O futuro do S&P 500 perdia 0,8%.
Também no radar está o fato de que o presidente Jair Bolsonaro foi submetido na segunda-feira a novo exame para Covid-19, que deve ter resultado divulgado nesta terça-feira.
Na visão da equipe da Terra Investimentos, os tão esperados 100 mil pontos deverão ficar para outro dia, dada a agenda fraca, o mercado externo mais negativo e a possibilidade do contágio do presidente pela Covid-19.
O Ibovespa marcou 99.256,85 pontos na máxima da segunda-feira.
Ainda, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou na véspera que a economia já iniciou processo de retomada a um ritmo acelerado.
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